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quinta-feira, 10 de março de 2011

Se os moradores de rua não estivessem lá...


“Se os moradores de rua não estivessem lá, eu não estaria aqui”

Segurança foi atingida por raio no Parque Villa Lobos, em SP, e diz que casal maltrapilho lhe fez massagem cardíaca e respiração.




terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Conheçam o Dominguinhos da Gaita.

Olá amigos.
A nossa casa de trabalhos espirituais, a APEU, completou 30 anos e isso deve ter mexido com nossas energias também. Ontem, dia 17 de janeiro, foi a segunda saída do projeto desse ano. Foi um dia de caridade com muita alegria e risadas dentro do carro, levando essa energia aos amigos da rua.
As vezes lembro-me de quando o Rogério e eu fazíamos lanches em minha casa para servir a esses irmãos nas ruas. Como é gostoso ver que estamos nos transformando por simples passo dado em direção a caridade. E depois de pouco tempo e com muito empenho, de galho em galho, de mãos em mãos dos voluntários, estamos crescendo. É muito bom quando transformamos esses trabalhos num encontro também  entre amigos. Sei que ainda somos crianças espirituais, de nada sabemos, mas o pouco que se aprende é tão gostoso quero compartilhar um pouco para vocês nas fotos e vídeo abaixo.

O Projeto Aruanda, mostra a vocês o morador de rua, conhecido nas rádios - ele diz - como o Dominguinhos da Gaita. E perguntem dele por aí pra ver se não é verdade. Hoje ele se encontra no bairro do Bresser, São Paulo, zona leste, Brasil, muito animado com sua gaita e 4 cachorros de estimação que ruivam e latem junto às músicas da gaita. Vejam só!



Voluntários do dia 11 de janeiro.
Distribuição nas ruas: Rafinha, Rogério, Ted, William, Dimas, Cristiano, Ricardo
Cozinheiro: Coordenador Rogério.

































Voluntários do dia 17 de janeiro.
Distribuição nas ruas: Cesinha, Rafinha, Rogério, Ted e William.
Cozinheiro: Coordenador Rogério.









segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Morador de rua cuida de 10 cães

Rogério é um morador de rua que vive numa carroça coberta com 10 cães, entre eles, alguns encontrados em condições extremas - espancados pelos antigos donos, jogados pela janela de um caminhão, doentes, abandonados e esfomeados, largados ao léu, amarrados em  postes etc.

Vive de doações de ração, remédio e comida. Os cães são muito bem tratados, mas dependem do amor e do carinho que o Rogério tem por eles, e da caridade daqueles que o conhecem e admiram.



Ele fica próximo a pontos de ônibus na avenida Georges Corbusier, após a rua Jequitibás (região do Jabaquara, em São Paulo), os cães não atrapalham ninguém, são super-educados e simpáticos (todos castrado(a)s) e passam boa parte do dia dentro da carroça.

Ele é muito querido pelos comerciantes da região, mas o problema é durante a madrugada, quando bêbados no volante, e garotos usuários de droga na região, tem sido uma constante ameaça. Rogério já foi espancado por jovens drogados e chegaram a jogar álcool nele enquanto dormia com os cães dentro da carroça, por sorte não tiveram tempo de acender o fósforo, pois um dos cães latiu e o avisou do perigo.

Ele é um exemplo de como uma pessoa pode se doar. Alguém na condição dele, poderia ter escolhido outros caminhos, mas Rogério demonstrou coragem e decidiu perseverar. Além de ser uma pessoa de muito valor, faz caridade prá deixar muito bacana por aí no chinelo. Sua presença ilumina os lugares por onde passa, mas ele já está cansado e também não é mais tão jovem assim. 


Assim, é diante de tudo isso peço que ajudem a divulgar esta história para que o Rogério possa conseguir uma oportunidade que lhe propicie melhores condições de moradia e de vida, em qualquer cidade, para que ele possa cuidar não somente dos seus, mas de outros tantos cães abandonados por esse Brasil, e que precisam de muitos cuidados e de carinho. Já lhe ofereceram abrigo, mas desde que os cães ficassem para trás, e o Rogério recusou, pois para ele, estes cães são como filhos; são sua familia.


Outro dia ele estava levando todos os cães para um pet shop para tomar banho - eram 11 cachorrinhos felizes – eram originalmente 10, mas agora apareceu mais um, um fox paulistinha que eu não conheci porque no momento que conversamos estava no banho. Ele disse que havia passado remédio contra pulgas nos cachorros, e que o tal remédio é meio melado, e então teve que dar banho em toda a tropa. Perguntei quanto ele iria gastar para dar banho em toda aquela tropa de cachorros,  e ele, sorrindo como sempre, disse que a moça do pet shop o ajudava e não cobrava nada. Santa alma! Aí eu perguntei a ele – e você? Onde toma banho? E ele me respondeu que tomava banho no posto de gasolina da esquina, banho frio, gelado mesmo. Disse que como era nordestino, estava acostumado.


 As vezes faltam palavras que possam definir a grandeza de uma alma como esta que aceita seu modo de vida nessa transição terrena, que mesmo não tendo quase nada para si, dá o pouco que tem para minorar o sofrimento desses pobres animais de rua. Muito mais importante dos que as aparências, a riqueza, e o poder ostentado pelas pessoas, são suas atitudes e seus valores éticos e espirituais que revelam quem somos.

 


quarta-feira, 2 de junho de 2010

Emerson, morador de rua.

Conheçam o Emerson, um morador de rua que desabafa um pouco a sua história.

Nessa segunda-feira, pudemos filmar um sofá sendo queimado na praça em meio a Avenida Salim Farah Maluf, que era onde um irmãozinho dormia, aqui em São Paulo.

Muitas pessoas não gostam dos moradores de rua, e pra quebrar esse paradigma, o projeto aruanda mostra a vocês que nem todo mundo que mora nas ruas é um viciado ou um marginal.

Não podemos apenas tirá-los de uma praça ou de um viaduto empurrando-os para um próximo bairro, isso é um ciclo de ratos sem fim, precisamos trabalhar com o coração e com a inteligência. Enquanto o seu governo não ajuda como deve, lapide a virtude chamada paciência e resolva as coisas com o coração na porta de sua loja, no portão de sua casa quando um pedinte o chama.
Eu sei muito bem que cada um colhe o que planta e recebe o que é seu de merecimento kármico. Mas para um planeta ser mais harmônico, precisamos ajudar também.


Amigos, façam a sua parte, pois o mundo dá muitas voltas e você um dia pode precisar de ajuda.


O P.A. é um projeto assistencial, idôneo e sem fins lucrativos. Que leva comida aos moradores de rua, sendo eles homens, mulheres, crianças e cachorros, em alguns bairros da Zona Leste, São Paulo.
Nos encontramos todas as segundas-feiras à noite, na APEU (www.apeu.rg.com.br).
Independente de religião, somos pessoas voltadas para a caridade. Uma afinidade voltada para construir um planeta melhor.
Participe você também!


O que eu faço é uma gota no oceano, mas sem ela, o oceano seria menor.
Madre Teresa de Calcutá.



quarta-feira, 28 de abril de 2010

Moradores de Rua: Mauricio (Bin Laden) e Marcelo (Surfista Canal 1)


Olá meus amigos internautas.
Vamos mostrar a vocês, dois amigos nossos que recebem nosso alimento todas as segundas-feiras. Desde o início do projeto, temos amizade com esses dois engraçados moradores de rua que apesar de tudo o que passam, não se queixam da vida.


MAURICIO BIN LADEN
Nome: Maurício (sobrenome protegido)
Apelido: Bin Laden
O por que do apelido: sua barba
Onde vive: nas ruas
Onde dorme: banco de praça ou caixas de papelão.
Bairro: Belém, São Paulo, SP, Brasil
Profissão: polidor de carros e auxiliar de funileiro
Gosta de: tirar fotos e ser filmado, ler livros, amuletos
O que nos cativa: sempre alegre, nos recebe muito bem, gírias marcantes e reparte o pouco que tem.
O que nos impressiona: muito bom na Gramática da Língua Portuguesa (brinca conosco com isso e nos deixa no bolso) e muito bom em História Geral e Geografia.





MARCELÃO - SURFISTA DO CANAL 1
Nome: Marcelo (sobrenome protegido)
Apelido: Surfista do Canal 1
O por que do apelido: adora falar dos canais da praia de Santos.
Onde vive: nas ruas
Onde dorme: banco de praça ou caixas de papelão.
Bairro: Belém, São Paulo, SP, Brasil
Profissão: borracheiro
Gosta de: falar de praia e dos surfistas.
O que nos cativa: seu teatro de como se surfa
O que nos impressiona: suas risadas

Veja o vídeo:

domingo, 31 de janeiro de 2010

Amigo Piauí



Em fevereiro de 2009, os voluntários do Projeto Aruanda fizeram um bolo para presentear e comemorar com o amigo "Piauí", a semana de seu aniversário.
Ele adorou e ficou emocionado nos dando a honra de presenciar seu agradecimento orando a Deus.


Nossa gente... quanto é válido poder trabalhar por nosso planeta fazendo qualquer coisa que possa ser sinônimo da caridade.

As pessoas passam fome e frio não pôr opção.
Quem gostaria de viver sem conforto, sem carinho, sem segurança e sem esperança, como eles vivem? A maioria não tem escolha e acabam encontrando refúgio nas drogas.

Encontramos lá nos bastidores desse trabalho caritativo, alguns homens de bem precisando de ajuda.
E quer saber...
Não importa o quanto eles possam entender sobre o que fazemos ou o que pensamos, quando largamos o conforto da nossa casa para ir de encontro a eles. Eu só sei que pelo menos naquela noite, eles não passarão fome.

Então, meus caros leitores. Para que, um dia, tudo em nosso planeta melhore, faça sua parte.

Sua intenção pode ser boa, mas o que vale é ação.

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