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quarta-feira, 29 de junho de 2011

O PODER DAS TREVAS


 

Visitamos o Chico [Xavier] e, enquanto conversávamos, uma de minhas irmãs conseguiu anotar o que aqui transcrevo:
         "O povo subestima o poder das trevas e elas vão entrando. Os espíritos das trevas têm uma hierarquia quase perfeita. Eles me criaram todos os tipos de dificuldades possíveis e imagináveis para que eu parasse a mediunidade. Certa vez o espírito Emmanuel me disse: você será testado de todo o jeito.
         Penso muito, antes de sair de casa, porque nunca sei o que vai acontecer. Muitas vezes eles improvisam na hora. Parece que ficam esperando eu dar um tropeção para acabar de me empurrar.
         Certo dia levei um tombo. Caí de costas, batendo fortemente a cabeça. Quando ia querer reclamar, ouvi o espírito Emmanuel dizer-me:
         - Agradeça.
         - Como??
         - Agradeça.
         Ainda no chão, procurei elevar um pouco a voz e disse:
         - Obrigado, meus irmãos, muito obrigado.
         No caminho de volta para casa, perguntei ao espírito Emmanuel:
         - Por que o senhor me disse para agradecer?
         - Porque se você se irritasse, emitiria vibrações quase iguais às deles e eles ficariam com mais força".

Livro:  Kardec Prossegue
Adelino da Silveira
CEU – Cultura Espírita União

Nota de Fernando Peron (maio de 2011):
(*) – No Espiritismo, o termo trevas não tem a conotação mística empregada pelas religiões, piorada também por influência do cinema (filmes de terror). Trevas significa o conjunto dos espíritos ignorantes ou mesmo muito inteligentes, porém ainda voltados ao mal. É uma condição necessariamente transitória, já que todos eles, sem exceção, um dia compreenderão o equívoco e a perda de tempo, começando a fazer o caminho de volta, em direção à luz, isto é, ao bem, à evolução.    

terça-feira, 21 de junho de 2011

Cumprindo sua obrigação!



"Ah ... mas quem sou eu senão uma formiguinha, das menores, que anda pela terra cumprindo sua obrigação!"
(Chico Xavier)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Estamos na natureza para auxiliar.


"Nós seres humanos, estamos na natureza para auxiliar o progresso dos animais, na mesma proporção que os anjos estão para nos auxiliar. Portanto quem chuta ou maltrata um animal é alguém que não aprendeu a amar."
Chico Xavier



quarta-feira, 1 de junho de 2011

As tempestades da sua vida




(...) toda a tempestade vem e passa e, como sabemos, enquanto houver pressão atmosférica haverá tormentas renovadoras.
            Se as borrascas da vida nos assediam os corações é porque ainda existe em nossas estradas elevada pressão de necessidades de sofrimento, em virtude do passado de desvios amargos.

Livro:   Aceitação e Vida
Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Margarida
UEM - União Espírita Mineira

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Finanças


(...)
         Sem a finança mantendo
         A escola, o pão, o agasalho,
         Pouca gente sobraria
         Para a bênção do trabalho.

         E sem trabalho constante
         O mundo inteiro, por certo,
         Estaria reduzido
         A pavoroso deserto.

         A moeda claramente
         É força a prevalecer
         Até que o dom de servir
         Seja na Terra um prazer.

Livro:  Baú de Casos
            Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Cornélio Pires
            IDEAL – Instituto de Divulgação Editora André Luiz

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

IRMÃO BENEFICIADO PELO SERVIÇO AO PRÓXIMO & SAÍDA DO PROJETO ARUANDA EM 07/02/2011



         O Irmão de Chico Xavier é Autorizado à Desencarnação - José Cândido Xavier, irmão do médium Chico Xavier, em 1939, inesperadamente, foi acometido de um insulto cerebral. Chico pediu a ajuda do Espírito Dr. Adolfo Bezerra de Menezes. Ele informou-o que, pela Lei de Causa e Efeito, seu irmão deveria permanecer onze anos preso ao leito, paralítico e demente. Entretanto, preces e pedidos intercessório chegavam continuamente ao Plano Superior, partidos daqueles a quem ele beneficiara. Em face disso, os espíritos responsáveis pela sua atual encarnação estudavam a possibilidade de conceder-lhe a desencarnação imediata. Durante muitas horas consecutivas, Emmanuel, André Luiz, Bezerra de Menezes e Scheilla, juntamente com Chico, formando um círculo em torno do enfermo, oravam. Após longo tempo de expectativa, chega a solução do Alto: a desencarnação seria outorgada. Não como uma "graça" - o que importaria na negação da Justiça Divina, que dá a cada um segundo as suas obras - mas porque os onze anos de serviços prestados a Jesus, repleto de suor e lágrimas, como dedicado obreiro do Centro Espírita Luiz Gonzaga - a forja do amor, amparo e paz do ciclópico Chico Xavier - proporcionaram ao moribundo o cancelamento do seu débito para com a Lei. Os onze anos de ininterrupto e intenso labor espírita equivaleram e substituíram os onze anos de dolorosa imobilidade que o aguardavam, como fruto amargo dos desatinos que cometera em existência passada. O espírito é sempre o árbitro do seu destino, podendo prolongar os sofrimentos pela obstinação no mal, ou amenizá-los e anulá-los pela prática do bem.
         Nesta mesma noite, indultado pelas suas ações de abnegação e renúncia, José Xavier abandonava a vestimenta carnal imprestável.
         Felizes dos devedores em condições de se quitarem.

Coronel Edynaldo Weyne, janeiro de 1989
Livro:  Lições de Sabedoria - Chico Xavier nos 22 Anos da Folha Espírita
            Marlene Rossi Severino Nobre
             FE Editora Jornalística


FOTOS: SAÍDA DO PROJETO ARUANDA EM 07/02/2011.

Cozinheiras: Madrinha Cleide (APEU) e Fátima (APEU).
Distribuição nas ruas: Dimas, Rafinha, Ted, Wando e Willian.











quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O MENDIGO RENITENTE



Narrou-nos Chico [Xavier] que um dia foi procurado por um médico, seu particular amigo de muitos anos, espírita militante e colaborador em suas obras psicografadas.
         Ele queria saber o que fazer com um velho mendigo, que insistia em dormir no alpendre de sua casa. Não estava preocupado em tê-lo como hóspede em tão precário lugar mas, sim, com a má acomodação e a friagem da noite. Já o havia alertado de que se permanecesse ali acabaria por ficar doente.
         Contudo, vendo que seus avisos eram ignorados, dedicou-se a arrumar um lugar onde o mendigo pudesse pernoitar. Depois de conseguir um quartinho na vizinhança, levou-o para lá.
         Qual não fora sua surpresa ao dar com ele em sua varanda no dia seguinte!
Pensando que talvez não tivesse gostado do lugar, procurou um albergue que o tratasse melhor. De nada adiantara. O velho voltou a passar as noites no seu alpendre.
         O médium então falou-nos:
         — O que o médico amigo não sabia era que aquele espírito carregava consigo um grande complexo de culpa. Passei então a narrar-lhe as cenas que os amigos espirituais me haviam mostrado.
         Aquele mendigo, doutor, na existência anterior havia sido um cruel fazendeiro que expulsara impiedosamente muitas famílias de suas terras, deixando-as ao relento, sem rumo...
         Depois que desencarnou, a partir daquelas lembranças formara-se o complexo de culpa. E o sofrimento perdura até os dias atuais, não permitindo que ele permaneça alojado em lugar nenhum.
         Chico concluiu:
         — Então eu disse ao amigo: Não adianta tentar melhorar sua situação, deixe-o dormir no seu alpendre. Mais uns dias e ele procurará outro lugar para deitar-se ao relento. Essa situação perdurará até que o complexo de culpa deixe de atormentá-lo.
         Em nossas cogitações, vem-nos à mente a lição: para exercer a caridade é necessário usarmos do bom senso e não insistirmos quando o necessitado se nega a receber o benefício. Sempre haverá uma razão que justifique situações como a que nos foi narrada.

Livro:  Inesquecível Chico
            Romeu Grisi, Gerson Sestini
            GEEM – Grupo Espírita Emmanuel Sociedade Civil Editora

Foto. Coordenador Rogério com os dois menores voluntários que o Projeto Aruanda já teve. Dieguinho (lado esquerdo) com 5 anos e Rafinha (lado direito) com 10 anos. Saída da distribuição nas ruas do dia 31 de janeiro de 2011.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A reencarnação de um sanguinário!

O SOBRINHO DO CHICO

         Um dos sobrinhos do Chico [Xavier] viveu com ele cerca de uma dezena de anos.
         Era uma crianca cega, surda, muda e não possuía células gustativas na boca e nas papilas da língua, razão pela qual era alimentada com a introdução de papas diretamente na garganta.
         Nascera quando o médium contava vinte e seis anos. Pelas contingências da vida, Chico, a partir de algum tempo, passou a tê-lo qual seu próprio filho.
         A cunhada, mãe do menino, não podia mais cuidar dele porque sua saúde mental estava comprometida, e suas irmãs, com numerosos filhos, uma com oito, as outras com a prole de dez e doze rebentos, não tinham tempo sequer para olhá-lo.
         No entanto, a criança foi muito amada.
         Chico dedicou-se a ela, substituindo, dentro de suas possibilidades, a mãe ausente, mantendo-a distante de olhares indiscretos, sempre coberta com um véu muito fino para protegê-la dos insetos.
         Quando lá estivemos pela primeira vez, em 1948, na casa velha, em que se instalara o centro espírita, ao lado da sala, onde eram feitos atendimentos, sessões e transmissão de passes, ficava o quarto onde o Chico dormia com a criança.
         Soubemos, posteriormente, que, no período em que ela permaneceu sob seus cuidados, o médium não aceitou convite algum para sair e passear aos sábados e domingos.
         Essa constante intimidade fê-lo adquirir grande afeição pelo entezinho sofredor.
         A comunicação entre ambos era feita por uma espécie de gemido que a criança dava respondendo-lhe as perguntas. Dessa forma eles dialogavam externando seus sentimentos.
         Chico, ao referir-se a esses fatos, anos mais tarde, contou-nos que nunca levava os frequentadores do centro para vê-la porque poderiam dizer:
         — Que médium é esse que não resolve problema algum?
         — Algumas vezes, após longas horas de ausência — prosseguiu — pois só me afastava do menino para os compromissos sérios e de trabalho, eu o higienizava e quedava-me ao seu lado, para dar o amor que lhe faltava.
         Mas eis que, inopinadamente, surgia uma mãe em pranto, pedindo-me auxílio e consolo porque seu filho havia perdido o ano na escola! E eu tinha de deixar o menino para ir atendê-la...
         Depois de significativa pausa, Chico continuou:
         — Assim viveu meu sobrinho até 1949. Quando desencarnou, aos doze anos, parentes se sentirarn aliviados, mas eu sofri muito com a ausência física dele...
         O médium calou-se por uns momentos, e deu sequência ao relato:
         — Depois de um tempo, que me pareceu muito longo, eis que ele me aparece em espírito: era então um moço muito bonito, aparentando vinte e dois anos.
         Da comunicação que se estabeleceu entre nós, em meio às alegrias do seu retorno, após os saudosos anos de ausência, o belo rapaz informou-me que teria de permanecer mais cinquenta anos no Além, com reencarnação programada para o início do Terceiro Milênio.
         Quem fora ele, em vida passada, para sofrer tão severa punição? - pensávamos, intimamente, ao ouvirmos tão comovente história.
         O próprio médium informou-nos, em seguida, que ele era a reencarnação de Antoine Quentin Fouquier Tinville, revolucionário e juiz na França durante o conturbado final do século XVIII.
         Chico, dirigindo-se a nós, em tom mais baixo, acrescentou ainda:
         — Em pleno Tribunal Revolucionário, no período de Terror, quando não havia vítimas para serem levadas à guilhotina, ele enviava algum desconhecido, ou um de seus inimigos, para que a “máquina” não parasse...
         Soubemos, posteriormente, que o nome do infeliz menino — mas que foi profundamente amado pelo generoso médium — era Emmanuel Luiz.

Livro:   Inesquecível Chico
            Romeu Grisi, Gerson Sestini
            GEEM – Grupo Espírita Emmanuel Sociedade Civil Editora

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A grande transformação.

(...)
        Auxilia sem esperar que te auxiliem, ama sem exigir que te amem, compreende sem aguardar a compreensão alheia, justifica o próximo sem a preocupação de seres justiçado, serve sem recompensa e, pouco a pouco, experimentarás em ti mesmo a grande transformação.
*
        É que terás sublimado as causas de teu caminho e expulsando as sombras que te prendem às teias da vida humana, estarás refletindo, sem perceber, desde a Terra, o esplendor do Céu.

Livro: Alvorada do Reino
         Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel
         IDEAL – Instituto de Divulgação Editora André Luiz 


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Sacrifícios e Milagres

Não se vos pede sacrifícios para os quais já se sabe que não sois capazes.
        (...)
        Inútil esperar milagres que a lei de sequência não sanciona.

Batuíra

Livro: Escultores de Almas
         Francisco Cândido Xavier, por Espíritos Diversos
         CEU – Cultura Espírita União

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

À MARGEM DA ESTRADA


            Não passes pelo mundo sem acrescentar o teu tijolo à magnífica construção do bem.
            Não permitas que os teus dias se escoem sem que algo faças de útil em benefício do próximo.
            Não deixes que a tua oportunidade de servir se perca no grande vazio das horas inúteis.
            Não consintas em viver exclusivamente para os interesses pessoais.
            Não adotes o comodismo por norma de conduta, refletindo que Jesus permanece no madeiro, braços abertos à nossa espera.
            Enquanto tens forças para caminhar, sai de ti mesmo ao encontro daqueles que choram à margem da estrada...
            Atende-os, como se fossem eles – e realmente o são – vida de tua própria vida.
            Liberta-te dos pesados grilhões da indiferença!
            Sê a fonte de água pura para os sedentos, a côdea de pão para os famintos, a veste aconchegante para os que sentem frio, o bálsamo para as feridas que sangram, a mão amiga para os que tropeçam, o consolo para os que sofrem...
            Recordando a palavra do Mestre: “Eu vos digo em verdade, quantas vezes o fizeste com relação a um desses mais pequenos de meus irmãos, foi a mim que fizestes”, apressa-te no cumprimento do dever, porquanto, todas as vezes que te furtares à prática do bem, estarás, em essência, negando auxílio Àquele a quem tudo devemos.

Irmão José
por Carlos A. Baccelli

Livro:   Brilhe Vossa Luz
Francisco Cândido Xavier, Carlos A. Baccelli, por Espíritos Diversos
IDE – Instituto de Difusão Espírita     

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

NA HORA DA QUEDA


Quando a máquina apresentou desajustes, o operário não lhe derriçou o martelo.
Consertou-a.
*
         Quando a embarcação mostrou brecha perigosa, o timoneiro não se lembrou de afundá-la.
         Socorreu-a.
*
         Quando a plantação foi invadida de praga, o cultivador não a largou em abandono.
         Ofereceu-lhe recursos à defensiva.
*
         Quando o fogo lavrou no aposento, o chefe do lar não espalhou gasolina para que se completasse a destruição do edifício.
         Mobilizou extintores de incêndio.
*
         Se o aprendiz tropeça no estudo, o professor não o expulsa da escola.
         Desdobra-se, nos processos de emenda.
*
         Se o acidentado exibe mutilações, o médico não lhe sacrifica o resto do corpo.
         Dá-lhe o apoio possível
*
         Isso acontece na esfera das ações comuns.
         Recorda a importância de nossa atitude no campo do espírito.
         Se te reconheces por irmão do próximo, ao sabê-lo caído em falta, não lhe agraves o sofrimento atirando-lhe golpes de sarcasmo ou farpas de censura.
         Amparemo-lo para que se levante, qual se o erro nos pertencesse.
         Isso porque precisamos considerar que, numa casa de devedores, qual a Terra, em que respiramos e agimos à procura de libertação e melhoria, burilamento e evolução, todos temos, encarnados e desencarnados, contas a solver e compromissos a resgatar.
         Em matéria de auxílio, se hoje é para nós o dia de dar, amanhã, provavelmente, se nos fará o dia de receber.

Livro:  Tocando o Barco
            Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel
                     IDEAL – Instituto de Divulgação Editora André Luiz

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Ofensas e Vinganças


De ofensas jamais te vingues.
O perdão suprime a chaga.
Para sofrer, basta a vida.
Na vida tudo se paga.

Antônio de Castro
 Livro:  Trovas do Outro Mundo
Francisco Cândido Xavier, por Espíritos Diversos
FEB – Federação Espírita Brasileira



Foto. Rogério servindo marmita pro amigo Marcelo. As abordagens do Rogério são hilárias, já chega dançando, falando alto. Amo esse cara.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

VOZ QUE NÃO FALA


        Eu sou a criança.
        Ando pelo mundo bastante incompreendida e também muito pouco compreendendo do que se passa em meu derredor.
        Muitos pais rejeitaram-me obstinadamente sob os mais variados pretextos.
        Evitam-me qual se eu lhes fosse um flagelo sobre a Terra.
        Chegam a temer-me ansiosamente.
        Outros, privados da minha presença, lamentam-se e deploram a minha falta, qual a flor buliçosa ausente do jardim.
        Muitos exploram a minha inocência, abusam de minha fragilidade e dilaceram as minhas esperanças.
        Outros me abandonam, quando mais necessito de carinho e de apoio.
        Há, felizmente, os nobres corações que se preocupam comigo.
        Que choram com o meu desamparo e choram a minha fome, estendendo-me os braços fraternais através da bolsa generosa.
        Jesus, eu Te peço, Senhor:
        Multiplicai esses corações que pulsam junto a mim, essas mãos que me afagam, essas mentes que me educam e retificam.
        Eu sou a criança.
        Falo a voz de todas as línguas e de todos os quadrantes do mundo. Choro o pranto dos órfãos, choro a tristeza dos viciados e suplico a misericórdia dos justos e a bondade dos felizes.
        Eu sou a criança.
        Minha voz fala em silêncio, dirigindo-se a todos os corações que já possam compreender.

Meimei

Livro:  Escultores de Almas
          Francisco Cândido Xavier, por Espíritos Diversos
            CEU – Cultura Espírita União


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Sua Indiferença

  Irmãos nossos existem que regressam da Terra pela mesma porta da ignorância e da indiferença pela qual entraram. Eis por que, no balanço das atividades de cada dia, os discípulos deverão interrogar a si mesmos: - “Que fiz hoje? Acentuei os traços da criatura inferior que fui até ontem ou desenvolvi as qualidades elevadas do espírito que desejo reter amanhã?”

Livro:   Pão Nosso
Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel
FEB – Federação Espírita Brasileira
créditos: Projeto Saber e Mudar - Aos Poucos e Sempre



Foto. Lateral da fábrica de containers no bairro do Bresser, São Paulo/SP, Brasil. Servimos aqui por volta de 40 marmitéx, um pouco mais dependendo do clima frio ou quente de São Paulo em cada segunda-feira.

domingo, 19 de setembro de 2010

SINÔNIMOS ESPÍRITAS


Amor – presença divina.
Caridade – apoio a si mesmo.
Estudo – discernimento.
Trabalho – defesa.
Progresso – renovação.
Ignorância – treva.
Serviço – merecimento.
Perdão – liberdade.
Ofensa – prisão.
Culpa – desarmonia.
Sofrimento – reajuste.
Equilíbrio – saúde.
Ressentimento – enfermidade.
Ódio – veneno.
Êxito – esforço constante.
Dever – rumo certo.
Felicidade – paz de consciência.
Constância – garantia.
Conhecimento – responsabilidade.
Prosápia – tolice.
Orgulho – queda.
Humildade – ascensão.


Albino Teixeira
 Psicografia em reunião pública
19 de setembro de 1970
Comunhão Espírita Cristã, na cidade de Uberaba (MG)

Livro:   Através do Tempo
               Francisco Cândido Xavier, por Espíritos Diversos
               LAKE – Livraria Allan Kardec Editora


quarta-feira, 5 de maio de 2010

A única força que o tempo não desloca

A única força que o tempo não desloca e, antes, aumenta sempre, é a do amor. (...) O amor é o grande e maravilhoso segredo. Com ele, esperamos, trabalhamos e vencemos. “Quantos anos gastareis?” – perguntaria um ignorante. Entretanto, poderíamos reafirmar a nossa imagem anterior que o tempo não desgasta a energia amorosa, e que o amor prescinde da contagem do tempo. Para ele, o século é uma figuração, como o milênio vem a ser um minuto.

Livro:  Sementeira de Luz
            Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Neio Lúcio,
            organização de Wanda Amorim Joviano
            Vinha de Luz Serviço Editorial










FOTO: O nosso coordenador Rogério da Silva fazendo uma oração junto aos amigos que moram nas ruas. 26/04/2010 - 22h54 - São Mateus, São Paulo, SP, Brasil.







domingo, 18 de abril de 2010

POEIRA DE ESTRELAS


Contou-nos Dona Esmeralda Bittencourt que, certa época, hospedara-se na casa de Chico Xavier em Pedro Leopoldo.
            Espíritos afins, estiveram juntos na França, em outras existências.
            Dona Esmeralda, senhora respeitável, de idade mediana, bondosa e amiga.
            Na casa simples de Chico se alinhavam sempre numerosos sofredores, que iam buscar alívio aos seus sofrimentos.
            Na humildade e na paz daquele recinto amigo, recuperava ela as energias perdidas. Acabara de perder um filho de maneira violenta. Coração resistente à dor, mas, apesar disso, coração muito humano. Recebia do Chico e dos Espíritos Superiores  reconforto e entendimento.
            Uma noite, acordou espantada com a luz que enchia o ambiente. Todo o ar que percorria a casa estava luminescente como se fosse poeira de luz ou poeira de estrelas. Os corredores e os quartos, iluminados por aquela luminosidade espiritual, como se preciosa luz de luar flutuasse no ambiente.
            Chico dormia. Todos dormiam. Apenas Dona Esmeralda, tomada de espanto, contemplava aquele espetáculo com respeito sagrado. Via o Chico como quem via um santo adormecido.
            E a poeira luminosa continuava flutuando no espaço como neve que caísse do firmamento. O assoalho humilde que cobria o chão estava impregnado daquela luz, e as paredes e o forro estavam cheios de seus reflexos.
* * *
            E o nosso pensamento, diante dessa afirmativa de Dona Esmeralda, volta, vertiginosamente, no tempo e no espaço, à era em que Jesus veio à Terra. Disse Ele aos seus discípulos: “Muitos reis e príncipes da Terra, muitos profetas e santos desejariam ter visto um destes dias do Filho do Homem. Um só.”
* * *
            Vemos aí o poder espiritual acima de todos os poderes. O mundo material pouco vale em face do mundo espiritual. A vida eterna é realmente o tesouro do homem desterrado nos abismos da carne.
            Pobreza e simplicidade no mundo podem ser grandeza, imortalidade e glória no plano do espírito.
            Felizes daqueles que se humilham porque serão exaltados, diz o Senhor.           
            Felizes daqueles que cumprem a Lei e respeitam a vida, porque receberão a vida eterna.

enviado por: Projeto Saber e Mudar

Livro:   Chico Xavier – O Santo dos Nossos Dias
            R. A. Ranieri
            Editora Eco   

quarta-feira, 31 de março de 2010

CHICO XAVIER, MEDIUNIDADE “ESCONDIDA”


 A mediunidade de Chico Xavier não se restringia à psicografia. Sempre discreto, evitando qualquer forma de promover-se, Chico se limitava a cumprir com o dever, fugindo ao que pudesse evidenciá-lo; a verdade, porém, é que ele era maior médium do que aparentava ser...
          Em uma das raras ocasiões em que nos falou de si, Chico contou-nos que a sua sensibilidade mediúnica lhe permitia, por vezes, ao olhar as pessoas, saber do que elas haveriam de desencarnar. Então, porque o fato lhe era causa de profunda tristeza, já que não poderia interferir na Lei do Carma, ele pediu a Emmanuel que lhe fosse bloqueada tal possibilidade, ao que o referido Mentor o atendeu de pronto.
          De outra feita, dialogando com um amigo que lhe indagara se ele dispunha de tempo para ler tantos livros e publicações de confrades que iam ter às suas mãos, para análise, em tom confidencial respondeu: - “Eu não tenho necessidade de ler um livro do começo ao fim; basta tê-lo em minhas mãos e folheá-lo, para que eu saiba do que se trata e tenha acesso ao seu conteúdo...”
          Há poucas semanas, recebemos, no Lar Espírita Pedro e Paulo, a visita do casal Walter Negrão e Orphila; ele, um dos autores de novela de maior sucesso da TV Globo. Conhecedor do nosso trabalho biográfico sobre Chico Xavier, fez questão de nos relatar o que presenciou, há cerca de 30 anos, quando veio a Uberaba, acompanhando a atriz Araci Balabanian:
          - Eu estava acomodado num dos bancos do salão e ninguém me conhecia. O Chico, que atendia a dezenas de pessoas, de repente virou-se para mim e me chamou pelo nome: - “Walter, por favor, venha até aqui...” Surpreso, imaginando que pudesse tratar-se de um homônimo, não saí do lugar. Mas ele insistiu: - “Walter, é você mesmo, o de barba! Por favor, chegue mais perto...” Ora, como é que Chico poderia saber o meu nome, se, embora escritor de novelas, eu nunca aparecia no vídeo e, depois, nenhum de nós, eu ou a Araci, havia sido apresentado a ele?!... Quando me aproximei, ele me falou: - “Eu sei que você também escreve e, com certeza, gostaria de observar o modo com que os espíritos escrevem por meu intermédio... Pode sentar-se nesta cadeira, ao meu lado.” – convidou-me, entrando comigo num quartinho que dava para o salão das reuniões, ainda na antiga sede da Comunhão Espírita Cristã.
          Prosseguindo com a narrativa, Walter Luís Negrão, que, a partir de então, se tornou espírita convicto, explicou:
          - O Chico dividiu em dois o pacote de folhas em branco que estava sobre a mesa e, caindo em transe, começou a psicografar com as duas mãos ao mesmo tempo, recenbendo, simultaneamente, uma mensagem de André Luiz e outra de Humberto de Campos!... Como é que eu poderia continuar tendo alguma dúvida, se o fenômeno acontecia diante dos meus olhos? Aquilo foi demais para mim!...
          Coversando, então, com o amigo, que conhecemos em uma de nossas andanças doutrinárias por São Paulo, comentei:
          - É, Walter, o Chico nos dava a impressão de que “escondia” a própria mediunidade... Talvez ele tivesse sido médium demais para o nosso tempo...
          A isto, o amigo, que nos escutava, ajuntou:
          - Concordo. A gente sempre tinha curiosidade de saber se o Chico, de alguma maneira, seria informado quanto ao momento da sua própria desencarnação e, hoje, pelos acontecimentos da véspera e do dia, eu não tenho mais qualquer dúvida... O Chico sabia muito mais do que ele ou os espíritos, por seu intermédio, nos revelavam!...

Livro:  Chico Xavier, A Reencarnação de Allan Kardec
          Carlos A. Baccelli
          LEEPP – Livraria Espírita Edições Pedro e Paulo          
Projeto Saber e Mudar
Aos poucos e sempre.


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