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quarta-feira, 29 de junho de 2011

O PODER DAS TREVAS


 

Visitamos o Chico [Xavier] e, enquanto conversávamos, uma de minhas irmãs conseguiu anotar o que aqui transcrevo:
         "O povo subestima o poder das trevas e elas vão entrando. Os espíritos das trevas têm uma hierarquia quase perfeita. Eles me criaram todos os tipos de dificuldades possíveis e imagináveis para que eu parasse a mediunidade. Certa vez o espírito Emmanuel me disse: você será testado de todo o jeito.
         Penso muito, antes de sair de casa, porque nunca sei o que vai acontecer. Muitas vezes eles improvisam na hora. Parece que ficam esperando eu dar um tropeção para acabar de me empurrar.
         Certo dia levei um tombo. Caí de costas, batendo fortemente a cabeça. Quando ia querer reclamar, ouvi o espírito Emmanuel dizer-me:
         - Agradeça.
         - Como??
         - Agradeça.
         Ainda no chão, procurei elevar um pouco a voz e disse:
         - Obrigado, meus irmãos, muito obrigado.
         No caminho de volta para casa, perguntei ao espírito Emmanuel:
         - Por que o senhor me disse para agradecer?
         - Porque se você se irritasse, emitiria vibrações quase iguais às deles e eles ficariam com mais força".

Livro:  Kardec Prossegue
Adelino da Silveira
CEU – Cultura Espírita União

Nota de Fernando Peron (maio de 2011):
(*) – No Espiritismo, o termo trevas não tem a conotação mística empregada pelas religiões, piorada também por influência do cinema (filmes de terror). Trevas significa o conjunto dos espíritos ignorantes ou mesmo muito inteligentes, porém ainda voltados ao mal. É uma condição necessariamente transitória, já que todos eles, sem exceção, um dia compreenderão o equívoco e a perda de tempo, começando a fazer o caminho de volta, em direção à luz, isto é, ao bem, à evolução.    

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Verdadeira Liberdade



Liberdade significa ser capaz de escolher como reagir às coisas. Quando a sabedoria não está bem desenvolvida, ela pode ser facilmente obscurecida pelas provocações dos outros. Nesses casos, podemos ser exatamente como animais ou robôs.
Se não há nenhum espaço entre o estímulo ofensivo e sua reação condicionada imediata — a raiva — então na verdade estamos sob o controle dos outros.
O estado desperto abre tal espaço e, quando a sabedoria está lá para preenchê-lo, a pessoa é capaz de responder com paciência. Não é que a raiva seja reprimida, ela nem chega a surgir.
Andrew Olendzki
Tricycle, inverno de 2006 (Tricycle’s Daily Dharma, 27/11/2009)
créditos: Blog Samsara


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