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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Homenagem à Mãe Iemanjá, a Senhora dos Mares e Oceanos
Amanhã, sábado, realizaremos nossa homenagem à Mãe Iemanjá, a Senhora
dos Mares e Oceanos.
Nosso mentor Caboclo Ubatuba pediu para que seus filhos não faltassem nem neste e nem no
próximo trabalho, que será a Mesa Branca. Como nosso Pai ele sabe o que é
melhor pra nós.
Como o médium deve proceder (amanhã e sempre que puder, nas demais
giras)
- Chegar com meia hora de antecedência
- Colocar a roupa branca e a fita azul claro na cintura
- Entrar pra gira, bater cabeça no congá e fazer suas preces
- Ficar em silêncio e em meditação, se preparando para o trabalho que
vai ser realizado.
- Busque contatar com seus mentores espirituais (mesmo que não saiba
quem são).
- Pense na luz, nas energias de Deus e nas vibrações da Natureza (Mãe
Terra).
Lembremos que este será o último trabalho de UMBANDA no ano. Por isso, aquele que desejar agradecer às entidades pela proteção em 2011, pode aproveitar esta oportunidade.
Ogãs: cheguem mais cedo também... temos obrigações para serem feitas
antes dos trabalhos e estas devem ser realizadas com calma, muita concentração
e atenção.
Peço à toda corrente de médiuns que ajudem cantando os pontos. O ponto
cantado é uma prece musicada e aquele que não canta, faz igual ao médium que
não ajuda numa oração.
Faça sua parte! Se você não sabe o ponto todo, busque aprender... O que
não pode é ficar no comodismo do “eu não sei”...
Não esqueçam as oferendas de Iemanjá e das outras Mães D’Água. Levem
flores, perfumes de alfazema (e outros), talco, sabonete, água de cheiro,
etc... Evite material plástico.
Se alguém quiser doar velas, a corrente reluzente será na cor azul
claro.
Abraços fraternos!
Sandro C.Mattos – Secretário APEU
Fone (11) 6852-8430
Ouça Rádio Raízes de Umbanda
www.raizesdeumbanda.com
Gráfica Arte & Cor
www.artecor.net
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Umbanda
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Karibokas! Tribo indígena que pratica a Umbanda!
01.
Tupa Doba; 02. Agradecimento a Oduwa; 03. Agradecimento a Deus da terra;
04.Hino dos Karibokas; 05. Lá vem o Urukã; 06. Pajelança com Pajé Morungá;
07.Adupe Mi Nhanderu; 08. Tie Teramori; 09. Irapuã ajuda Makunã; 10. Hino dos
voluntários; 11. Karibokas do Brasil; 12. Caboclas; 13. Nós somos da aldeia do
Tupã; 14. Laguna na Aldeia; 15. Somos índios Karibokas; 16. Canto de Guerra;
17. Canto de enterro;
Para
nós da Ayom Records, foi uma grata e maravilhosa supresa quando soubemos da
existência de uma tribo indígena que praticava a Umbanda e que era formada por
indivíduos mestiços.
Porque a história do Movimento Umbandista possui um foco muito evidente e direcionado às matrizes africanas (tais como as Umbandas conhecidas como Omolokô, Umbanda Traçada, Umbandomblé, Candomblé de Caboclo e outras) ou européias (Umbanda Cristã, a Umbanda de Zélio de Morais, Umbandek, Umbanda Branca, etc).
Há pouquíssimas evidencias da matriz indígena da Umbanda, além dos ritos conhecidos como encantarias: Juremas e Catimbós, que apesar de terem nomes diferentes possuem uma ritualística muito próxima da Umbanda que se pratica em todo o Brasil.
A Umbanda é mestiça. Os Karibokas são mestiços. E que embora mestiços, não abrem mão de sua ascendência e resistência indígena. É interessante ouvir seus rituais e observar pontos clássicos dos terreiros cantados com Maracás e na batida característica dos povos indígenas, com o pé no chão e o cântico monocórdico. Além dos Maracás se utilizam de atabaques tocados em ritmos como o Toruá, Ijexá e Arrebate. Falam o dialeto Orubak, língua também mestiçada de Tupi, português e yorubá.
O Pajé Laguna dá um grande exemplo de dedicação e força no comando de sua tribo e na condução dos rituais e cânticos de sua tradição da vertente de Umbanda que pratica, que possui muito mais que 100 anos de idade.
Neste primeiro volume, apresentamos os cânticos tradicionais desse povo que traz uma aproximação evidente com outras tradições religiosas do Brasil, utilizando palavras e ritmos que existem nos cultos das nações Nagô e Angola. Seus cânticos contam a história de seus antepassados, por onde passaram, por onde viveram, suas guerras e seus mortos. Cantam para seus protetores, os índios das matas e seus guardiõ es.
Num segundo volume, traremos um ritual ao vivo da chamada Umbanda Nata ou Nativa. Um registro raríssimo desse braço da Umbanda que é, antes de tudo, mestiça, mas que possui sua direção e sua estrela nas entidades brasileiríssimas de nossos terreiros, nossos Caboclos!
E salve os Karibokas!
William de Ayrá (Mestre Obashanan)
Porque a história do Movimento Umbandista possui um foco muito evidente e direcionado às matrizes africanas (tais como as Umbandas conhecidas como Omolokô, Umbanda Traçada, Umbandomblé, Candomblé de Caboclo e outras) ou européias (Umbanda Cristã, a Umbanda de Zélio de Morais, Umbandek, Umbanda Branca, etc).
Há pouquíssimas evidencias da matriz indígena da Umbanda, além dos ritos conhecidos como encantarias: Juremas e Catimbós, que apesar de terem nomes diferentes possuem uma ritualística muito próxima da Umbanda que se pratica em todo o Brasil.
A Umbanda é mestiça. Os Karibokas são mestiços. E que embora mestiços, não abrem mão de sua ascendência e resistência indígena. É interessante ouvir seus rituais e observar pontos clássicos dos terreiros cantados com Maracás e na batida característica dos povos indígenas, com o pé no chão e o cântico monocórdico. Além dos Maracás se utilizam de atabaques tocados em ritmos como o Toruá, Ijexá e Arrebate. Falam o dialeto Orubak, língua também mestiçada de Tupi, português e yorubá.
O Pajé Laguna dá um grande exemplo de dedicação e força no comando de sua tribo e na condução dos rituais e cânticos de sua tradição da vertente de Umbanda que pratica, que possui muito mais que 100 anos de idade.
Neste primeiro volume, apresentamos os cânticos tradicionais desse povo que traz uma aproximação evidente com outras tradições religiosas do Brasil, utilizando palavras e ritmos que existem nos cultos das nações Nagô e Angola. Seus cânticos contam a história de seus antepassados, por onde passaram, por onde viveram, suas guerras e seus mortos. Cantam para seus protetores, os índios das matas e seus guardiõ es.
Num segundo volume, traremos um ritual ao vivo da chamada Umbanda Nata ou Nativa. Um registro raríssimo desse braço da Umbanda que é, antes de tudo, mestiça, mas que possui sua direção e sua estrela nas entidades brasileiríssimas de nossos terreiros, nossos Caboclos!
E salve os Karibokas!
William de Ayrá (Mestre Obashanan)
AYOM
- Editora e Gravadora - Valorizando as raízes afro-brasileiras:
Marcadores:
Áudio - Música e MP3,
Índigenas,
Umbanda
1º Encontro "Amigos da APEU"

Dia
16 de Outubro de 2011
Teatro
Décio de Almeida Prado
CEU
ARICANDUVA
Rua
Olga Fadel Abarca, s/n – Estacionamento principal
Outra
entrada: Av. Aricanduva
Ao
lado do Shopping Aricanduva
Informações
(11) 2911-4198 / 2724-9522 / 6852-8430
APRESENTAÇÕES:
-
Curimba da APEU
-
Grupo Crianças de Aruanda - APEU
-
Pai Élcio de Oxalá
-
Escola de Curimba e Arte Umbandista Aldeia de Caboclos
-
Sri. Madana Mohana
-
Luci Rosa
-
Grupo Filhos do Axé
-
T.U. Filhos de Oxum
-
Cia de Dança Alegria Cigana
-
Curimba da ASSEMA – PR
Sorteio
de brindes, vídeos institucionais e muito mais...
IMPORTANTE:
O
cadastramento iniciará às 14:00 horas.
O
horário será respeitado e o evento inicia às 15:00 hs.
Término
previsto às 18:00 hs.
O
teatro tem capacidade para 450 lugares e não permite lotação acima deste
número.
Garanta
seu lugar chegando cedo.
Evite
transtornos.
Traje:
preferencialmente branco.
Entrada
franca.
APOIO CULTURAL:
Prefeitura
do Município de São Paulo
CEU
Aricanduva
Guarda
Civil Metropolitana
AUEESP
Imagens
Bahia
Casa
de Velas Santa Rita
Rádio
Raízes de Umbanda
Personal
Camisetas
Ver.
Quito Formiga
Quer
ser um apoiador deste evento? Entre em contato conosco
(11) 6852-8430 ou
2911-4198.
Marcadores:
APEU,
Outras entidades filantrópicas,
Umbanda
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
OGUM-NHÊ

As 7 espadas saíra da mata era Ogum ! Gritou o Caçador.
As 7 espadas saíram do mar,era Ogum ! Gritou o Pescador.
As 7 espadas saíram da terra,era Ogum! Gritou o Guerreiro.
As 7 espadas rasgaram o céu,era Ogum! Gritou Olorum.
Eu andei por ruas desertase um manto azul me escondeu dos perigos.
Eu andei por estradas longas e um manto vermelho me cobriu dos inimigos.
Eu andei por terras, asfaltos e mares e um manto prateado afastou de mim, o Medo.
Meu Pai e Poderoso Ogum!Senhor das 7 Serpentes,Senhor dos 7 anéis Sagrados,
Deito a teus pés no dia de hoje e sempre para em louvor agradecer a sua proteção.
Ogum Yê MEU PAI !!!
fonte: UMBANDA É VIDA!!
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Umbanda
terça-feira, 24 de maio de 2011
Você conhece a Umbanda Branca ?
Vocês que não conhecem a Umbanda Branca deveriam vir aqui assistir um trabalho inteiro da A.P.E.U.
Higiene mental sempre é preciso, não é!
Lá você poderá tomar passes e orar por você, pela sua família e pelos seus próximos.
Lá você poderá tomar passes e orar por você, pela sua família e pelos seus próximos.
Outra coisa de interessante nessa casa... as entidades que aqui incorporam não bebem e não fumam.
Tudo isso é assim mediante ao nosso Mentor Caboclo Ubatuba, que desde sua fundação onde é o terreiro hoje a 30 anos, disse-nos que lá trabalhariam espíritos de caboclos, pretos-velhos e outras linhas sem o uso do fumo ou da ingestão de bebidas alcoólicas.
Você já viu uma casa de Umbanda assim??
Sabemos que cada casa trabalha de uma forma e cada qual utiliza-se de um ritual diferente.
Eu respeito todas. Afinal, as diferenças não são defeitos.
E todos que ajudam o nosso planeta a ser melhor, não importa o seu modo, sempre será de bom agrado aos olhos do Mais Alto.
Tudo isso é assim mediante ao nosso Mentor Caboclo Ubatuba, que desde sua fundação onde é o terreiro hoje a 30 anos, disse-nos que lá trabalhariam espíritos de caboclos, pretos-velhos e outras linhas sem o uso do fumo ou da ingestão de bebidas alcoólicas.
Você já viu uma casa de Umbanda assim??
Sabemos que cada casa trabalha de uma forma e cada qual utiliza-se de um ritual diferente.
Eu respeito todas. Afinal, as diferenças não são defeitos.
E todos que ajudam o nosso planeta a ser melhor, não importa o seu modo, sempre será de bom agrado aos olhos do Mais Alto.
Independente de religião. Sinta você mesmo o que é bom pra você.
Não é com os olhos que se enxergará seus sentidos, e sim com o coração.
Você se sentirá melhor de olhos fechados do que abertos.
Salve a nossa Umbanda.
Ted Ben
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Umbanda
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Prece-poema a “Pai Benedito de Aruanda”
Meu bondoso Preto-Velho!Aqui estou de joelhos, agradecido contrito, aguardando sua benção.
Quantas vezes com a alma ferida, com o coração irado, com a mente entorpecida pela dor da injustiça eu clamava por vingança, e Tu, oculto lá no fundo do meu Eu, com bondade compassiva me sussurravas ESPERANÇA.
Quantas vezes desejei romper com a humanidade, enfrentar o mal com maldade, olho por olho, dente por dente, e Tu, escondido em minha mente, me dizias simplesmente:
“ Sei que fere o coração a maldade e a traição, mas, responder com ofensas, não lhe trará a solução. Pára, pensa, medita e ofereça-lhe o perdão. Eu também sofri bastante, eu também fui humilhado, eu também me revoltei, também fui injustiçado.
Das savanas africanas, moço, forte, livre, num instante transformado em escravo acorrentado, nenhuma oportunidade eu tive. Uma revolta crescente me envolvia intensamente, por que algo me dizia, que eu nunca mais veria minha Aruanda de então, não ouviria a passarada, o bramir dos elefantes, o rugido do leão, minha raça de gigantes que tanto orgulho tivera, jazia despedaçada, nua, fria, acorrentada num infecto porão.
Um ódio intenso o meu peito atormentava, por que OIÀ não mandava uma grande tempestade? Que Xangô com seus raios partisse aquela nave amaldiçoada, que matasse aquela gente, que tão cruel se mostrara, que até minha pobre mãezinha, tão frágil, já tão velhinha, por maldade acorrentara. E Iemanjá, onde estava que nossa desgraça não via, nossa dor não sentia, o seu peito não sangrava? Seus ouvidos não ouviam a súplica que eu lhe fazia? Se Iemanjá ordenasse, o mar se abriria, as ondas nos envolveriam; ao meu povo ela daria a desejada esperança, e aos que nos escravizavam, a necessária vingança.
Porém, nada aconteceu, minha mãezinha não resistiu e morreu; seu corpo ao mar foi lançado, o meu povo amedrontado, no mercado foi vendido, uns pra cá, outros pra lá e, como gado, com ferro em brasa marcado.
Onde é que estava Ogum? Que aquela gente não vencia, onde estavam as suas armas, as suas lanças de guerra? Porém, nada acontecia, e a toda parte que olha, somente um coisa via... terra.
Terra que sempre exigia mais de nossos corpos suados, de nossos corpos cansados.
Era a senzala, era o tronco, o gato de sete rabos que nos arrancava o couro, era a lida, era a colheita que para nós era estafa, para o senhor era ouro.
Quantas vezes, depois que o sol se escondia, lá no fundo da senzala, com os mais velhos aprendia, que no nosso destino no fim não seria sempre assim, quantas vezes me disseram que Zambi olhava por mim.
Bem me lembro uma manhã, que o rancor era grande, vi sair da casa grande, a filha do meu patrão. Ingênua, desprotegida, meu pensamento voou: eis a hora da vingança, vou matar essa criança, vou vingar a minha gente, e se por isso morrer, sei que vou morrer contente.
E a pequena caminhava alegre, despreocupada, vinha em minha direção, como a fera aguarda a caça, eu esperava ansioso, minha hora era chegada. Eu trazia as mãos suadas, nesse momento odioso, meu coração disparava, vi o tronco, vi o chicote, vi meu povo sofrendo, apodrecendo, morrendo e nada mais vi então. Correndo como um possesso, agarrei-a por um braço e levantei-a do chão.
Porém, para minha surpresa, mal eu ergui a menina, uma serpente ferina, como se ora o próprio vento, fere o espaço, errando, por minha causa, o seu bote foi tão fatal, tudo ocorreu tão de repente, tudo foi de forma tal, que ali parado eu ficara, olhando a serpente que sumia no matagal.
Depois, com a criança em meus braços, olhei meus punhos de aço que a deviam matar... olhei seus lindos olhinhos que insistiam em me fitar. Fez-me um gesto de carinho, eu estava emocionado, não sabia o que falar, não sabia o que pensar.
Meus pensamentos estavam numa grande confusão, vi a corrente, o tronco, as minhas mãos que vingavam, vi o chicote, a serpente errando o bote... senti um aperto no coração, as minhas mãos calejadas pelo machado, pela enxada, minhas mãos não matariam, não haveria vingança, pois meu Deus não permitira que morresse essa criança.
Assim o tempo passou, de rapaz forte de antes, bem pouca coisa restou, até que um dia chegou e Benedito acabou...
Mas, do outro lado da morte eu encontrei nova vida, mais longa, muito mais forte, mais de amor e de perdão, os sofrimentos de outrora já não importam agora, por que nada foi em vão...
Fomos mártires nessa vida, desta Umbanda tão querida, religião do coração, da paz, do amor, do perdão”.
Poema-Prece por Pai Ronaldo Linares
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Orações e Preces,
Umbanda
segunda-feira, 9 de maio de 2011
As flores e as ervas daninhas.
Num jardim espiritual, as flores doam e oferecem o que de mais belo têm a oferecer em todos os sentidos. Mas todo cuidado é pouco, pois as ervas daninhas, na primeira oportunidade, tentarão envolver as flores mais fracas para envenená-las. Por isso é importante ter sempre um jardineiro de luz cuidando de cada jardim. Procure ter em seu ser a essência da flor e não a energia destrutiva das ervas daninhas e facilite o trabalho do seu jardineiro espiritual.
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mensagens espíritas,
Sandro da Costa Mattos,
Umbanda
quinta-feira, 3 de março de 2011
Fumo e bebida na Umbanda, são bons exemplos?
Por Sandro da Costa Mattos
Muitos dizem que na Umbanda se usa o fumo porque o Preto-Velho Pai Antônio pediu um cachimbo na sua primeira manifestação no médium Zélio Fernandino de Moraes em 16 de novembro de 1908. Na verdade, olhando bem a história, notaremos que Pai Antônio, quando perguntado do que ele sentia falta da época em que estava na Terra (ou seja, no que ele ainda sentia necessidade) ele disse: “meu pito, que deixei no toco no momento da minha passagem” (daí vem o ponto cantado).
Observem que ele não pediu o cachimbo como elemento de trabalho, mas sim, para "matar" uma saudade dos tempos em que estava no corpo físico. Na verdade o primeiro elemento colocado por ele e que, aliás, foi o primeiro elemento material usado na Umbanda, foi uma guia de rosário.
Outros alegam que é uma tradição indígena, mas esquecem que apenas o pajé e seus poucos aprendizes eram os conhecedores da magia da fumaça e não todos os índios da tribo (nem todo caboclo que atua na Umbanda foi pajé).
Algum tempo atrás descobri que a Tenda São Jorge (uma das casas fundadas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas), não utilizava cachimbo e charuto em seus trabalhos e que mudou anos depois por influência de um novo sacerdote que assumiu a casa.
Isso deixa claro (na minha visão) que as entidades não necessitam desses artifícios para atingirem seus objetivos, e mais, que não é uma coisa recente, como eu mesmo acreditava (há tempos venho percebendo que o número de casas que estão deixando de utilizar esses elementos em seus rituais vem crescendo, sendo que em algumas, primeiro deixaram de adotar a bebida, em outras, o tabaco também).
O uso do fumo e principalmente da bebida alcoólica é, no mínimo, um péssimo exemplo para nossa juventude, principalmente num país em que o número de viciados jovens é cada vez maior.
Isso sem contar com a saúde. Muitos alegam que a entidade não é viciada e que ela não aspira, ou seja, não traga a fumaça do cigarro, pois apenas a utiliza como defumação. Mas essa defumação seria tão importante assim se todos são defumados previamente no terreiro? E o efeito dela, vale mais à pena do que o perigo exposto à saúde das pessoas?
Digo isso porque, mesmo não sendo tragada, a fumaça entra na boca do médium. Talvez poucos se atentem a isso, mas o câncer de boca (e esôfago) é um dos que mais matam no Brasil. E sabe qual é um dos principais desencadeadores do câncer de boca? O tabaco, principalmente quando associado ao uso de bebidas alcoólicas (corriqueiro na maioria das tendas).
Câncer de pulmão: índices elevadíssimos mostram que tanto quem fuma como quem respira (fumante passivo), correm riscos. Num ambiente fechado, como é uma tenda de Umbanda, como ficam aqueles que são obrigados a respirar aquela fumaça de tabaco?
Entendo que existem pessoas que defendem o uso do fumo e da bebida (essa, pra mim, pior ainda), mas em pleno século 21, muitos dizem que a Umbanda está evoluindo e se desprendendo dos elementos materiais; e se está, porque então não abolir esses costumes de vez, auxiliando assim muitos órgãos que lutam bravamente para acabar com esses vícios pelo mundo?
As entidades se adaptam rapidamente sem esses elementos, pois muitas vezes os utilizam, mais por necessidade do médium e até do consulente, que precisa de algo material para acreditar que ali tem mesmo um espírito atuante.
Lembro-me de uma vez em que o Exu da casa em que freqüento chegou muito chateado. Ele nos disse que havia visitado um outro terreiro e quando lá incorporou num médium, logo foi recebendo um charuto e um copo de cachaça (marafa). Quando o Exu (que é de Lei) avisou que não bebia e nem fumava, pois já havia entendido que não precisava disso para fazer caridade, foi vítima de risos, e falaram para ele que ele não era um Exu. Isso mostrou que a dificuldade para o umbandista aceitar um guia que não fuma e bebe ainda é muito grande (quando é um Exu ou um marinheiro ou baiano então, nem se fala).
Mas voltemos ao uso do fumo e de bebidas nos terreiros de Umbanda!
Entendemos que a tenda de Umbanda é um local sagrado, não é mesmo? Assim como outros templos religiosos. Então porque só a Umbanda abre espaço para usar esses elementos em suas “igrejas” (entenda igreja como local sagrado = casa de Deus). Até mesmo no Candomblé não existe a ingestão de bebida e fumo com o orixá manifestado (bolado) nos médiuns.
Os estudiosos da aura humana já escreveram vários artigos, entre os quais chamo atenção para o livro “Os Chakras”, escrito por C.W. Leadbeater, que alerta sobre a má influência do uso do cigarro, da bebida e das outras drogas sobre nossa tela protetora que recobre o perispírito e protege os chakras (essenciais para a prática da mediunidade).
A maioria dos terreiros solicita aos seus médiuns para que fumem menos e se abstenham da bebida alcoólica no dia dos trabalhos. Pra que? Tal solicitação não faz sentido, se no terreiro esses mesmos elementos são liberados (em alguns casos, até fora de controle, causando problemas mais sérios)? Certa vez presenciei isso numa festa de Iemanjá, no município de Praia Grande/SP, onde um dirigente chorava desesperado porque duas das suas filhas-de-santo haviam morrido afogadas e que teriam sido levadas pelas “Santas” para o mar – detalhe: o próprio dirigente tinha um forte cheiro de álcool na boca. Eu como umbandista fiquei chocado; imagine uma pessoa que não conhece a religião e acha que todo terreiro trabalha dessa forma!
E como fica uma pessoa que tem ojeriza ao cheiro do tabaco (e do álcool), ou mesmo alguém que sofre de asma e/ou bronquite? Não poderá ser umbandista? Eu mesmo já precisei sair mais cedo quando visitava um terreiro, porque não agüentava o cheiro forte e a fumaça que fazia me arder os olhos (quem tem problemas respiratórios, como uma simples rinite, sabe o que estou dizendo).
Algumas casas permitem que apenas médiuns desenvolvidos possam fumar e beber. Legal! Isso é importante, para não atrapalhar a psique do médium novato. Mas se durante anos o guia não precisou beber e fumar para trabalhar, porque precisará de uma hora para outra?
Outra questão importante é sobre o tratamento a pessoas viciadas. Todas as religiões possuem trabalhos importantes nesse sentido, e vemos constantemente pessoas que se livraram das drogas e do álcool através da religião. Mas como servir de exemplo a essas pessoas, se utilizamos tais elementos dentro do culto? Fica difícil convencer alguém através do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, não é mesmo?
E para completar, no final dos trabalhos, seria correto, elevar o pensamento a Deus, fazer preces e no dirigir às Esferas do Astral Superior (Aruanda), com um tremendo “bafo-de-cana” na boca? Muitas pessoas que defendem o uso do álcool alegam que o cheiro da bebida não altera o hálito do médium, porém sabemos que isso seria impossível. O que ocorre é que o mesmo é mascarado pela mistura do álcool com a fumaça do fumo.
Bom, eu poderia enumerar várias outras situações, mas paro por aqui. Não estou criticando quem usa, nem vou achar que uma entidade é de Luz ou não por usar o fumo, muito pelo contrário. Respeito todos, até porque, na casa que freqüento, por algum tempo também se usou o fumo e a bebida, porém essa prática foi abolida pelo mentor há mais de 25 anos. E sei também que maravilhas acontecem em todos os terreiros de Umbanda, independente do ritual utilizado.
Também não posso deixar de explicar que não sou contra o uso de bebidas em centros de segurança, pois sei que são fontes de energia e utilizadas para defesa da casa na firmeza de pontos especiais (como a tronqueira, por exemplo). Também sei que são utilizadas como componentes de determinados banhos especiais, assim como em certas oferendas. Além disso, entendo que tais elementos possam e muitas vezes devem ser utilizados como material de trabalho pela entidade manifestada, desde que não ocorra sua ingestão, pois sabemos que os espíritos precisam na verdade da parte etérea dos mesmos, e para isso, não é necessário que seja colocado uma gota de álcool no organismo do médium. Isso é claramente comprovado em muitas casas em que as bebidas ficam em copos ou “coités”, dentro do ponto firmado da entidade, sem a necessidade do espírito beber o líquido ali contido.
De qualquer forma, buscando plantar a semente de um debate democrático e respeitoso, acho que esse é um ponto que merece um momento para reflexão.
Saravá!
Sandro da Costa Mattos
Ogã Alabê da APEU – Associação de Pesquisas Espirituais Ubatuba – Templo de Umbanda Branca Caboclo Ubatuba
Site: www.apeu.rg.com.br
Blog: www.apeuumbanda.blogspot.com
Muitos dizem que na Umbanda se usa o fumo porque o Preto-Velho Pai Antônio pediu um cachimbo na sua primeira manifestação no médium Zélio Fernandino de Moraes em 16 de novembro de 1908. Na verdade, olhando bem a história, notaremos que Pai Antônio, quando perguntado do que ele sentia falta da época em que estava na Terra (ou seja, no que ele ainda sentia necessidade) ele disse: “meu pito, que deixei no toco no momento da minha passagem” (daí vem o ponto cantado).Observem que ele não pediu o cachimbo como elemento de trabalho, mas sim, para "matar" uma saudade dos tempos em que estava no corpo físico. Na verdade o primeiro elemento colocado por ele e que, aliás, foi o primeiro elemento material usado na Umbanda, foi uma guia de rosário.
Outros alegam que é uma tradição indígena, mas esquecem que apenas o pajé e seus poucos aprendizes eram os conhecedores da magia da fumaça e não todos os índios da tribo (nem todo caboclo que atua na Umbanda foi pajé).
Algum tempo atrás descobri que a Tenda São Jorge (uma das casas fundadas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas), não utilizava cachimbo e charuto em seus trabalhos e que mudou anos depois por influência de um novo sacerdote que assumiu a casa.
Isso deixa claro (na minha visão) que as entidades não necessitam desses artifícios para atingirem seus objetivos, e mais, que não é uma coisa recente, como eu mesmo acreditava (há tempos venho percebendo que o número de casas que estão deixando de utilizar esses elementos em seus rituais vem crescendo, sendo que em algumas, primeiro deixaram de adotar a bebida, em outras, o tabaco também).
O uso do fumo e principalmente da bebida alcoólica é, no mínimo, um péssimo exemplo para nossa juventude, principalmente num país em que o número de viciados jovens é cada vez maior.
Isso sem contar com a saúde. Muitos alegam que a entidade não é viciada e que ela não aspira, ou seja, não traga a fumaça do cigarro, pois apenas a utiliza como defumação. Mas essa defumação seria tão importante assim se todos são defumados previamente no terreiro? E o efeito dela, vale mais à pena do que o perigo exposto à saúde das pessoas?
Digo isso porque, mesmo não sendo tragada, a fumaça entra na boca do médium. Talvez poucos se atentem a isso, mas o câncer de boca (e esôfago) é um dos que mais matam no Brasil. E sabe qual é um dos principais desencadeadores do câncer de boca? O tabaco, principalmente quando associado ao uso de bebidas alcoólicas (corriqueiro na maioria das tendas).
Câncer de pulmão: índices elevadíssimos mostram que tanto quem fuma como quem respira (fumante passivo), correm riscos. Num ambiente fechado, como é uma tenda de Umbanda, como ficam aqueles que são obrigados a respirar aquela fumaça de tabaco?
Entendo que existem pessoas que defendem o uso do fumo e da bebida (essa, pra mim, pior ainda), mas em pleno século 21, muitos dizem que a Umbanda está evoluindo e se desprendendo dos elementos materiais; e se está, porque então não abolir esses costumes de vez, auxiliando assim muitos órgãos que lutam bravamente para acabar com esses vícios pelo mundo?
As entidades se adaptam rapidamente sem esses elementos, pois muitas vezes os utilizam, mais por necessidade do médium e até do consulente, que precisa de algo material para acreditar que ali tem mesmo um espírito atuante.
Lembro-me de uma vez em que o Exu da casa em que freqüento chegou muito chateado. Ele nos disse que havia visitado um outro terreiro e quando lá incorporou num médium, logo foi recebendo um charuto e um copo de cachaça (marafa). Quando o Exu (que é de Lei) avisou que não bebia e nem fumava, pois já havia entendido que não precisava disso para fazer caridade, foi vítima de risos, e falaram para ele que ele não era um Exu. Isso mostrou que a dificuldade para o umbandista aceitar um guia que não fuma e bebe ainda é muito grande (quando é um Exu ou um marinheiro ou baiano então, nem se fala).
Mas voltemos ao uso do fumo e de bebidas nos terreiros de Umbanda!
Entendemos que a tenda de Umbanda é um local sagrado, não é mesmo? Assim como outros templos religiosos. Então porque só a Umbanda abre espaço para usar esses elementos em suas “igrejas” (entenda igreja como local sagrado = casa de Deus). Até mesmo no Candomblé não existe a ingestão de bebida e fumo com o orixá manifestado (bolado) nos médiuns.
Os estudiosos da aura humana já escreveram vários artigos, entre os quais chamo atenção para o livro “Os Chakras”, escrito por C.W. Leadbeater, que alerta sobre a má influência do uso do cigarro, da bebida e das outras drogas sobre nossa tela protetora que recobre o perispírito e protege os chakras (essenciais para a prática da mediunidade).
A maioria dos terreiros solicita aos seus médiuns para que fumem menos e se abstenham da bebida alcoólica no dia dos trabalhos. Pra que? Tal solicitação não faz sentido, se no terreiro esses mesmos elementos são liberados (em alguns casos, até fora de controle, causando problemas mais sérios)? Certa vez presenciei isso numa festa de Iemanjá, no município de Praia Grande/SP, onde um dirigente chorava desesperado porque duas das suas filhas-de-santo haviam morrido afogadas e que teriam sido levadas pelas “Santas” para o mar – detalhe: o próprio dirigente tinha um forte cheiro de álcool na boca. Eu como umbandista fiquei chocado; imagine uma pessoa que não conhece a religião e acha que todo terreiro trabalha dessa forma!
E como fica uma pessoa que tem ojeriza ao cheiro do tabaco (e do álcool), ou mesmo alguém que sofre de asma e/ou bronquite? Não poderá ser umbandista? Eu mesmo já precisei sair mais cedo quando visitava um terreiro, porque não agüentava o cheiro forte e a fumaça que fazia me arder os olhos (quem tem problemas respiratórios, como uma simples rinite, sabe o que estou dizendo).
Algumas casas permitem que apenas médiuns desenvolvidos possam fumar e beber. Legal! Isso é importante, para não atrapalhar a psique do médium novato. Mas se durante anos o guia não precisou beber e fumar para trabalhar, porque precisará de uma hora para outra?
Outra questão importante é sobre o tratamento a pessoas viciadas. Todas as religiões possuem trabalhos importantes nesse sentido, e vemos constantemente pessoas que se livraram das drogas e do álcool através da religião. Mas como servir de exemplo a essas pessoas, se utilizamos tais elementos dentro do culto? Fica difícil convencer alguém através do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, não é mesmo?
E para completar, no final dos trabalhos, seria correto, elevar o pensamento a Deus, fazer preces e no dirigir às Esferas do Astral Superior (Aruanda), com um tremendo “bafo-de-cana” na boca? Muitas pessoas que defendem o uso do álcool alegam que o cheiro da bebida não altera o hálito do médium, porém sabemos que isso seria impossível. O que ocorre é que o mesmo é mascarado pela mistura do álcool com a fumaça do fumo.
Bom, eu poderia enumerar várias outras situações, mas paro por aqui. Não estou criticando quem usa, nem vou achar que uma entidade é de Luz ou não por usar o fumo, muito pelo contrário. Respeito todos, até porque, na casa que freqüento, por algum tempo também se usou o fumo e a bebida, porém essa prática foi abolida pelo mentor há mais de 25 anos. E sei também que maravilhas acontecem em todos os terreiros de Umbanda, independente do ritual utilizado.
Também não posso deixar de explicar que não sou contra o uso de bebidas em centros de segurança, pois sei que são fontes de energia e utilizadas para defesa da casa na firmeza de pontos especiais (como a tronqueira, por exemplo). Também sei que são utilizadas como componentes de determinados banhos especiais, assim como em certas oferendas. Além disso, entendo que tais elementos possam e muitas vezes devem ser utilizados como material de trabalho pela entidade manifestada, desde que não ocorra sua ingestão, pois sabemos que os espíritos precisam na verdade da parte etérea dos mesmos, e para isso, não é necessário que seja colocado uma gota de álcool no organismo do médium. Isso é claramente comprovado em muitas casas em que as bebidas ficam em copos ou “coités”, dentro do ponto firmado da entidade, sem a necessidade do espírito beber o líquido ali contido.
De qualquer forma, buscando plantar a semente de um debate democrático e respeitoso, acho que esse é um ponto que merece um momento para reflexão.
Saravá!
Sandro da Costa Mattos
Ogã Alabê da APEU – Associação de Pesquisas Espirituais Ubatuba – Templo de Umbanda Branca Caboclo Ubatuba
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Conselhos de um Pai Preto - Pai Guinê d'Angola
Tenha ânimo forte, através de qualquer prova ou sofrimento: Confie sempre.
Não tema a ninguém, pois o medo é prova de que está em débito com sua consciência.
Sem dor, lições, experiência, não há carma, não há humanização nem polimento íntimo o importante é que não erre mais, ou melhor, que não caia nos mesmos erros.
Passe uma esponja no passado, erga a cabeça e procure a senda da reabilitação: Para isso, "mate" a sua vaidade e não se importe, de maneira alguma, com o que os outros disserem e pensarem a seu respeito.
Faça tudo para ser tolerante, compreensivo, humilde, pois assim só poderão dizer coisas boas de você.
Pai Guinê d'Angola
Foto. Morador de rua do Jd. Anália Franco matando a sede numa de nossas saídas em janeiro de 2009.
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