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terça-feira, 24 de abril de 2012

Ogum, meu pai!


Ogum, Meu Pai.
Quando não há como lutar sozinho, lute comigo
Quando me sentir isolado, venha ao meu lado e seja meu amigo
Quando me fecharem as portas, abra meus caminhos
Quando me cercarem com os dragões da maldade, me dê a tua espada para que possa vencê-los
Mostre a meus inimigos que junto a tí não há como temê-los.
Amém!



terça-feira, 16 de agosto de 2011

Evangelho dos Essênios

''PAZ COM A MÃE TERRA''

“Abençoado seja o Filho da Luz que conhece sua Mãe Terra, pois é ela a doadora da vida.
Saibas que a sua Mãe Terra está em ti e tu estás Nela.
Foi Ela quem te gerou, que te deu a vida e te deu este corpo que um dia tu lhe devolvas. Saibas que o sangue que corre nas tuas veias Nasceu do sangue da tua Mãe Terra, o sangue Dela cai das nuvens, jorra do ventre Dela, borbulha nos riachos das montanhas, flui abundantemente nos rios das planícies.
Saibas que o ar que respiras nasce da respiração da tua Mãe Terra, o alento Dela é o azul celeste das alturas do céu e os sussurros das folhas da floresta.
Saibas que a dureza dos teus ossos foi criada dos ossos de tua Mãe Terra. Saibas que a maciez da tua carne nasceu da carne de tua Mãe Terra. A luz dos teus olhos, o alcance dos teus ouvidos nasceram das cores e dos sons da tua Mãe Terra que te rodeiam feito às ondas do mar cercando o peixinho.
Como o ar tremelicante sustenta o pássaro em verdade te digo, tu és um com tua Mãe Terra ela está em ti e tu estás Nela.
Dela tu nasceste, Nela tu vives e para Ela voltará novamente.
Segue, portanto, as Suas leis pois teu alento é o alento Dela.
Teu sangue o sangue Dela.
Teus ossos os ossos Dela.
Tua carne a carne Dela.
Teus olhos e teus ouvidos são Dela também.
Aquele que encontra a paz na sua Mãe Terra não morrerá jamais, conhece esta paz na tua mente e deseja esta paz ao teu coração realiza esta paz com o teu corpo.”


Evangelho dos Essênios


Fonte: http://ronitaeliane.blogspot.com/


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Prece-poema a “Pai Benedito de Aruanda”




Meu bondoso Preto-Velho!
Aqui estou de joelhos, agradecido contrito, aguardando sua benção.
Quantas vezes com a alma ferida, com o coração irado, com a mente entorpecida pela dor da injustiça eu clamava por vingança, e Tu, oculto lá no fundo do meu Eu, com bondade compassiva me sussurravas ESPERANÇA.
Quantas vezes desejei romper com a humanidade, enfrentar o mal com maldade, olho por olho, dente por dente, e Tu, escondido em minha mente, me dizias simplesmente:

“ Sei que fere o coração a maldade e a traição, mas, responder com ofensas, não lhe trará a solução. Pára, pensa, medita e ofereça-lhe o perdão. Eu também sofri bastante, eu também fui humilhado, eu também me revoltei, também fui injustiçado.
Das savanas africanas, moço, forte, livre, num instante transformado em escravo acorrentado, nenhuma oportunidade eu tive. Uma revolta crescente me envolvia intensamente, por que algo me dizia, que eu nunca mais veria minha Aruanda de então, não ouviria a passarada, o bramir dos elefantes, o rugido do leão, minha raça de gigantes que tanto orgulho tivera, jazia despedaçada, nua, fria, acorrentada num infecto porão.
Um ódio intenso o meu peito atormentava, por que OIÀ não mandava uma grande tempestade? Que Xangô com seus raios partisse aquela nave amaldiçoada, que matasse aquela gente, que tão cruel se mostrara, que até minha pobre mãezinha, tão frágil, já tão velhinha, por maldade acorrentara. E Iemanjá, onde estava que nossa desgraça não via, nossa dor não sentia, o seu peito não sangrava? Seus ouvidos não ouviam a súplica que eu lhe fazia? Se Iemanjá ordenasse, o mar se abriria, as ondas nos envolveriam; ao meu povo ela daria a desejada esperança, e aos que nos escravizavam, a necessária vingança.

Porém, nada aconteceu, minha mãezinha não resistiu e morreu; seu corpo ao mar foi lançado, o meu povo amedrontado, no mercado foi vendido, uns pra cá, outros pra lá e, como gado, com ferro em brasa marcado.
Onde é que estava Ogum? Que aquela gente não vencia, onde estavam as suas armas, as suas lanças de guerra? Porém, nada acontecia, e a toda parte que olha, somente um coisa via... terra.
Terra que sempre exigia mais de nossos corpos suados, de nossos corpos cansados.
Era a senzala, era o tronco, o gato de sete rabos que nos arrancava o couro, era a lida, era a colheita que para nós era estafa, para o senhor era ouro.

Quantas vezes, depois que o sol se escondia, lá no fundo da senzala, com os mais velhos aprendia, que no nosso destino no fim não seria sempre assim, quantas vezes me disseram que Zambi olhava por mim.
Bem me lembro uma manhã, que o rancor era grande, vi sair da casa grande, a filha do meu patrão. Ingênua, desprotegida, meu pensamento voou: eis a hora da vingança, vou matar essa criança, vou vingar a minha gente, e se por isso morrer, sei que vou morrer contente.

E a pequena caminhava alegre, despreocupada, vinha em minha direção, como a fera aguarda a caça, eu esperava ansioso, minha hora era chegada. Eu trazia as mãos suadas, nesse momento odioso, meu coração disparava, vi o tronco, vi o chicote, vi meu povo sofrendo, apodrecendo, morrendo e nada mais vi então. Correndo como um possesso, agarrei-a por um braço e levantei-a do chão.
Porém, para minha surpresa, mal eu ergui a menina, uma serpente ferina, como se ora o próprio vento, fere o espaço, errando, por minha causa, o seu bote foi tão fatal, tudo ocorreu tão de repente, tudo foi de forma tal, que ali parado eu ficara, olhando a serpente que sumia no matagal.
Depois, com a criança em meus braços, olhei meus punhos de aço que a deviam matar... olhei seus lindos olhinhos que insistiam em me fitar. Fez-me um gesto de carinho, eu estava emocionado, não sabia o que falar, não sabia o que pensar.

Meus pensamentos estavam numa grande confusão, vi a corrente, o tronco, as minhas mãos que vingavam, vi o chicote, a serpente errando o bote... senti um aperto no coração, as minhas mãos calejadas pelo machado, pela enxada, minhas mãos não matariam, não haveria vingança, pois meu Deus não permitira que morresse essa criança.

Assim o tempo passou, de rapaz forte de antes, bem pouca coisa restou, até que um dia chegou e Benedito acabou...

Mas, do outro lado da morte eu encontrei nova vida, mais longa, muito mais forte, mais de amor e de perdão, os sofrimentos de outrora já não importam agora, por que nada foi em vão...
Fomos mártires nessa vida, desta Umbanda tão querida, religião do coração, da paz, do amor, do perdão”. 

Poema-Prece por Pai Ronaldo Linares

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Oração São Francisco de Assis


O poder da oração irá lhe comover. Abra o espírito para aceitar as limitações e os sofrimentos da existência. Estamos em processo de evolução espiritual e sofremos por causa de nossos desejos mesquinhos e dos apegos aos nossos entes queridos. É difícil entender o porquê dos sofrimentos. Filósofos em todos os tempos quase foram a loucura tentando atingir essa compreensão. E tudo isso, resume-se em poucas palavras gravadas no portal do Oráculo de Delfos: - "Conhece-te a tí mesmo". E descobrirás o Deus que habita em ti, e ao descobrí-lo cessarão todos os sofrimentos.
 Aloisio Santos FRC


Aproveito para deixar aqui uma música postada em meu servidor.
O Grupo chama-se Esperança. Uma linda canção feita com a oração de São Francisco de Assis.
um abraço, Ted Ben

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

PAI NOSSO em aramaico

Oração sugerida por Jesus de uma beleza singular.
Creio que quando vós lerdes essa oração magnífica e traduzida com outras palavras, verás que tocará a alma independente de onde esteja, pois qualquer palavra de amor emanada pelo nosso coração, sendo verdadeira para quem a pronuncia ou para quem a ler, mudará por instantes (ou mais tempo) as partículas energéticas de seu corpo. E quanto mais sentir, pensar e absorver coisas boas, sua partículas transmitirão equilíbrio para seu corpo físico e etéreo.
Oração em aramaico enviada pelo amigo escritor Aloísio Santos FRC.

PAI NOSSO
ABVUM D'BASHMAÍA
(PAI MÃE, RESPIRAÇÃO DA VIDA, FONTE DO SOM, AÇÃO SEM PALAVRAS, CRIADOR DO COSMO! FAÇA SUA LUZ BRILHAR DENTRO DE NÓS, ENTRE NÓS E FORA DE NÓS, PARA QUE POSSAMOS TORNÁ-LA ÚTIL).

NETCÁDASH SHIMÓCH
(AJUDE-NOS A SEGUIR NOSSO CAMINHO, RESPIRANDO APENAS O SENTIMENTO QUE EMANA DO SENHOR).
TETÊ MALCUTÁCH UNA
(NOSSO EU, NO MESMO PASSO, POSSA ESTAR COM O SEU, PARA QUE CAMINHEMOS COMO REIS E RAINHAS COM TODAS AS OUTRAS CRIATURAS).
NEHUÊ TCEVIANÁCH AICANA D'BASHIMÁIA AF B'ARHA
(QUE O SEU E O NOSSO DESEJO SEJAM UM SÓ, EM TODA A LUZ, ASSIM COMO EM TODAS AS FORMAS, EM TODA EXISTÊNCIA INDIVIDUAL, ASSIM COMO EM TODAS AS COMUNIDADES).
HÔVLAN LÁCMA D'SUNCANÁN IAOMÁNA
(FAÇA-NOS SENTIR A ALMA DA TERRA DENTRO DE NÓS, POIS ASSIM SENTIREMOS A SABEDORIA QUE EXISTE EM TUDO).

UASHBOCAN HÁUBEIN UAHTEHÍN AICÁNA DÁF QUINAN SHBUOCÁN L'HAIABÉIN
(NÃO PERMITA QUE A SUPERFICIALIDADE E A APARÊNCIA DAS COISAS DO MUNDO NOS ILUDA E NOS LIBERTE DE TUDO AQUILO QUE IMPEDE NOSSO CRESCIMENTO).

UÊLA TAHLAN L'NESIÚNA. ÊLA PATSSAN MIN BÍXA
(NÃO NOS DEIXE SER TOMADOS PELO ESQUECIMENTO DE QUE É O SENHOR É O PODER E A GLÓRIA DO MUNDO, A CANÇÃO QUE SE RENOVA DE TEMPOS EM TEMPOS E A QUE TUDO EMBELEZA).
METÚL DILÁHIE MALCUTÁ UAHÁILA UATESHBÚCTA LÁHLÁM. ALMÍN.
(POSSA O SEU AMOR SER O SOLO ONDE CRESÇAM NOSSAS AÇÕES).


AMÉM.

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