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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Mal-entendido sobre a natureza da realidade




Mudar o modo de ver o mundo não é ter um otimismo ingênuo ou uma euforia artificial com intenção de contrabalançar a adversidade. Enquanto formos escravos da insatisfação e da frustração que surgem da desordem que domina a nossa mente, será tão inútil dizer a si mesmo “Sou feliz! Sou feliz!”, muitas e muitas vezes, quanto seria repintar um muro em ruínas.

Buscar a felicidade não é olhar para a vida através de óculos cor-de-rosa ou cegar-se para a dor e as imperfeições do mundo. Nem é a felicidade, tampouco, um estado de exaltação que deva ser perpetuado a qualquer custo; mas, sim, um processo de purgar as toxinas mentais, como o ódio e a obsessão, que envenenam a mente. É também aprender como colocar as coisas em perspectiva e reduzir a distância entre as aparências e a realidade.

Para esse fim, devemos adquirir um conhecimento melhor sobre como a mente funciona e ter uma percepção mais precisa sobre a natureza das coisas, pois, no sentido mais profundo, o sofrimento está intimamente ligado a um mal-entendido sobre a natureza da realidade.

Foto: "Irradie amor, carinho e simpatia. Não guarde seus tesouros espirituais, pois, quanto mais alegria e amor espalhares, mais feliz será."Matthieu Ricard (França, 1946 ~):

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Mente clara, apenas assim.

 A natureza original não tem opostos. Discurso e palavras não são necessárias. Sem pensamento, todas as coisas são exatamente como são. A verdade é bem assim.
Então por que usamos palavras? Por que fizemos este livro?
Segundo a medicina oriental, quando você tem uma doença quente, deve tomar um remédio quente. A maioria das pessoas é muito apegada a palavras e à fala. Então curamos essa doença com remédio de palavras e fala.
A maioria das pessoas tem uma visão iludida do mundo. Elas não o vêm como ele é; não compreendem a verdade. O que é bom, o que é ruim? Quem faz o bom, quem faz o ruim? Eles se agarram a suas opiniões com toda força. Mas a opinião de cada um é diferente. Como você pode dizer que sua opinião é correta e a de outra pessoa, errada? Isso é ilusão.
Se quiser compreender a verdade, deve deixar ir sua situação, sua condição e todas suas opiniões. Então sua mente estará antes dos pensamentos. “Antes dos pensamentos” é a mente clara. A mente clara não tem nenhum dentro e nenhum fora. É apenas assim. “Apenas assim” é a verdade.

“Dropping Ashes on The Buddha”, introdução
Seung Sahn (Coréia do Sul, 1924 ~ 2004)



quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Percepção pura imparcial



Treine em percepção pura imparcial e não deprecie os outros! Reconheça suas próprias falhas e não medite sobre os defeitos dos outros! Como o ponto vital de todos os ensinamentos repousa em sua própria mente, sempre examine sua natureza!


“Mirror of Mindfullness”
“As últimas palavras de Tsele Natsok Rangdrol”



segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Causas mentais da felicidade



A dificuldade de uma visão puramente materialista da vida é que, além de ignorar toda uma dimensão da mente, ela não lida efetivamente com os problemas desta vida. Uma mente materialista é uma mente instável, porque sua felicidade é construída com circunstâncias físicas transitórias. Doenças mentais afetam tanto ricos quanto pobres, o que é uma indicação clara das limitações dessa abordagem.
Embora seja essencial manter uma base material razoável para viver, a ênfase na vida de uma pessoa deve ser cultivar as causas mentais e espirituais da felicidade. A mente humana é muito poderosa e nossas necessidades mundanas não são tão grandes a ponto de exigirem toda nossa atenção, especialmente levando em conta que o sucesso material soluciona tão poucos dos muitos desafios e problemas com que homens e mulheres se defrontam durante suas vidas, e ele não será de nenhuma ajuda na morte.
Por outro lado, se uma pessoa cultivar qualidades espirituais como harmonia mental, humildade, desapego, paciência, amor, compaixão, sabedoria e assim por diante, então a pessoa fica equipada com uma força e inteligência capaz de lidar efetivamente com os problemas desta vida; e como a riqueza que ela está acumulando é mental em vez de material, não terá que ser deixada para trás com a morte. Não será preciso entrar no estado pós-morte de mãos vazias.

XIV Dalai Lama (Tibete, 6 de julho de 1935 ~)
“The Path to Enlightenment”
(Dharma Quote of The Week – Snow Lion, 04/02/2011)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Abrir mão do que não precisamos


O caminho espiritual é verdadeiramente simples. É simples porque não tem a ver com adquirir, acumular ou alcançar nada. Todo ele se refere a abrir mão daquilo que não precisamos. É sobre abrir mão daquilo que não é útil, em vez de adquirir coisas com a ideia de ir a algum lugar ou atingir alguma coisa. Esse era o antigo jogo. Esse jogo, que temos jogado por um longo tempo, é como um círculo vicioso. Não tem fim.
Às vezes a própria busca espiritual nos impede de ver a verdade que é sempre una conosco. Precisamos saber quando interromper a busca. Há pessoas que morrem enquanto estão buscando a verdade mais elevada através de fórmulas filosóficas ou técnicas esotéricas.
Para eles, a prática espiritual se torna mais uma trama do ego que apenas mantém e alimenta as ilusões. Fantástico! Buda, Deus, Zambi, verdade, o divino, o grande mistério, o que quer que você esteja buscando, está aqui e agora.


Anam Thubten
“No Self, No Problem”
(Dharma Quote of The Week – Snow Lion, 14/04/11)



segunda-feira, 11 de abril de 2011

Não se prender a opiniões



É um prazer falar com alguém que não sabe tudo, que tem a mente aberta e vontade de ouvir. Nessa mente há uma presença deliciosa, há receptividade e humildade. O Terceiro Patriarca zen diz o seguinte: “Se você quer conhecer a verdade, basta parar de alimentar opiniões”. No mais antigo dos textos budistas, o Sutta Nipata, o Buda levanta essa questão, terminando com uma bem-humorada cutucada nos que tem opiniões:
Vendo infelicidade em visões e opiniões, sem adotar nenhuma, encontrei paz interior e liberdade. Quem é livre não se agarra a visões nem discute opiniões. Para um sábio, não há superior, inferior nem igual; não há lugares em que a mente possa se fixar. Mas os que se prendem a visões e opiniões andam pelo mundo aborrecendo as pessoas.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Falsa noção do eu


Como seres humanos, somos profundamente inseguros e não sabemos quem realmente somos. Claro que esse problema não se mostra no nível superficial de nossas vidas. Estamos constantemente dizendo a nós mesmos quem somos, baseados nessa ideia de que estamos separados de tudo mais. Essa sensação de “eu sou separado” é a base do nosso senso de “eu”. Isso é reforçado pelas diversas identidades falsas às quais nos apegamos, noções como “eu sou isso” ou “eu sou aquilo”. Quaisquer crenças que tenhamos sobre nós mesmos são apenas extensões desse tema.
Na maioria das vezes em que olhamos em volta, imediatamente vemos que nosso ambiente valida essas falsas identidades. Por isso, é um esforço desafiador desconstruir essa ilusão do eu. Sempre que olhamos no espelho podemos ter algum pensamento sobre nós mesmos. Cada um desses pensamentos aumenta o efeito. Eles se tornam os tijolos conceituais que usamos para continuar construindo o castelo ilusório do eu.
No entanto, há a suspeita de que essa noção do eu pode ser muito frágil e tansitória; esse pensamento fica silenciosamente se esgueirando em algum lugar de nossa mente. Na maioria das vezes, essa suspeita não é trazida à luz da consciência, mas se for, uma sabedoria interior profunda surgirá certamente.
Nossa suspeita sobre a fragilidade dessa falsa noção do eu pode ir em duas direções. Em geral, ela se torna a fonte do medo, ansiedade e insegurança. Frequentemente vemos pessoas temerosas e excessivamente defensivas no que se refere às suas próprias identidades. Nós mesmos temos a tendência de nos amedrontar caso nossa identidade seja ameaçada. Mas em outras vezes a suspeita pode ir em outra direção. Quando isso acontece, pode acontecer uma revelação de mudar a vida, que nos leva para a realização do nível mais elevado da verdade.
Essa ideia não é nenhuma nova super-teoria. Trata-se de uma sabedoria imemorial que já foi realizada por muitas pessoas na história humana. O Buda ensinou essa sabedoria, e em sua tradição isso é chamado de “anatman” ou “não-eu”. Esse é o termo usado para indicar que uma pessoa desnudou essa falsa noção do eu. Ela percebeu que essa sensação é apenas uma identificação com os papéis representados na vida. É apenas uma máscara, não a verdade.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Amadurecimento do karma


Só há uma reação adequada para a pessoa que presencia o sofrimento de outra: “Como posso ajudar?”. Quando o karma começa a amadurecer, provocando sofrimento, a reação jamais deve ser: “Esse é o seu karma. É seu destino, então não posso ajudar”. Seu próprio karma pode muito bem se apresentar como uma oportunidade de ajudar uma pessoa sofrendo. Não compreender as ações e suas consequências pode ser desastroso.
À partir da perspectiva budista, o tipo de acontecimentos que encontramos — felicidade ou tristeza — não se deve a alguém fazendo algo a nós. Se ganho na loteria, não é porque o Buda escolheu me premiar. Nenhum deus ou buda é responsável pelo que nos acontece. [..]
Isso não significa que uma pessoa sofrendo seja mais degenerada moralmente do que alguém que sofre as consequências por comer comida envenenada. O sofrimento que vivenciamos se deve ao karma acumulado sob a influência da ilusão e das aflições mentais. Isso vale para todos os seres sencientes.
A resposta budista para as não-virtudes que todos cometemos enquanto estamos amarrados à roda do samsara pode ser inspiradora e encorajadora. O ensinamento budista diz que é possível neutralizar as sementes de karma negativo embutidas no fluxo da consciência. Ações não podem ser desfeitas, mas é possível purificar o fluxo mental para que o impacto das sementes kármicas seja anulado.
O método usado para purificar o fluxo mental são os “quatro poderes de remediação” [arrependimento, confiança, determinação e purificação]. A metáfora para a eficácia dos quatro poderes é a de queimar a semente. O karma, como uma semente, pode ser queimado no fogo da purificação para que não brote. A semente não vai desaparecer, mas não irá dar fruto.



B. Alan Wallace (EUA, 1950 ~)
“The Seven-Point Mind Training”
(Dharma Quote of The Week – Snow Lion, 30/09/10)

Blog Samsara





segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Paramahansa Yogananda



O Senhor deve ser percebido, primeiro, no próprio templo corporal.
Todo buscador deve, diariamente, disciplinar seus pensamentos e
depositar sobre o altar da alma as flores silvestres da devoção.

Paramahansa Yogananda






Paramahansa Yogananda (5 de janeiro de 1893 a 7 de março de 1952), foi um iogue e guru indiano. É considerado um dos maiores emissários da antiga filosofia da Índia para o Ocidente. Através da Self-Realization Fellowship (SRF), a organização que fundou ao chegar aos Estados Unidos, foi pioneiro ao promover a prática da meditação por meio das lições que os estudantes recebiam em casa, pelo correio, para cumprir a sua missão mundial de difundir as técnicas de Kriya Yoga. Paramahansa Yogananda teve sua singular história de vida imortalizada no best-seller Autobiografia de um Iogue.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Paramahansa_Yogananda


domingo, 13 de fevereiro de 2011

Além do ressentimento


As pessoas prejudicam as outras apenas quando estão infelizes. Ninguém acorda de manhã e diz: “Sinto-me tão bem hoje! Acho que vou sair e prejudicar alguém!”.
Quando nos permitimos conhecer a profundidade da dor e confusão sentidas por aqueles que nos prejudicaram, a compaixão — o desejo de que eles se libertem de tal sofrimento — pode surgir facilmente.
Pensar assim não é lavagem cerebral ou negação do dano cometido; justamente, nos conscientizamos dele, mas vamos além do ressentimento acumulado, porque sabemos que o rancor não ajuda nem a nós nem os outros.


(Dharma Quote of The Week – Snow Lion, 16/09/10)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Sua liberação depende de você. Caminhada do P.A. 31/01/2010.


Conforme a fórmula “O Buda é o mestre insuperável, o Dharma sagrado é o protetor insuperável, a Sangha é a condução insuperável”, o protetor real — ou refúgio — para iniciantes na verdade é o Dharma.
Buda disse: “Eu ensinei os métodos que conduzem à liberação. Pratique com esforço; sua liberação depende de você”. Ele também disse:
- O Sábio não lava os pecados com água,
Nem afasta a dor dos seres com suas mãos.
Sua realização ele não transfere para os outros,
Ele liberta mostrando a eles a paz da realidade absoluta.

Kunzang Pelden (Tibete, 1872-1943)


PROJETO ARUANDA
Saídas dos nossos trabalhos de distribuição de alimentos às ruas:
Data: 31/01/2010
Cozinheiro: Willian
Voluntários: Wando, Rogério, Rafinha, Dieguinho, Willian, Dimas, Ricardo e Ted.









quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Amor extraordinário


Quando a morte se aproximar, abandone todo apego em relação a esposa[o], filhos, pais, amigos e parentes, posses e propriedades. Para garantir a liberação, corte completamente todos os laços de apego a essas coisas.
Isso não significa que devemos cortar o amor por outras pessoas como parentes próximos. O amor é genuíno quando é bondade compassiva abraçada pela bodhicitta* e não sufocado pelo apego.

Amor ordinário, que está misturado com apego, raiva e ilusão, é uma causa para mais enredamento e nos amarra à existência samsárica, enquanto o amor abraçado pela grande paixão que é sabedoria e compaixão inseparáveis é uma causa para a liberação e iluminação.

Esse tipo de amor é um milhão de vezes mais precioso que a afeição ordinária pelos outros. Amor e afeição comuns são bem instáveis, enquanto o amor envolto pela bodhicitta e o insight sobre a vacuidade é imutável.

* bodhicitta: aspiração à iluminação para o benefício de todos os seres



sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A vida é um drink puro


Buda nunca se referiu ao correto em oposição ao errado. Correto significa ser correto sem um conceito do que é correto. Correto é a tradução do sânscrito “samyak”, que significa “completo”. A completude não precisa de ajuda relativa, ou apoio de comparações; ela é auto-suficiente.
Samyak significa ver a vida como ela é, sem muletas, de maneira pura. No bar, as pessoas dizem: “quero um drink puro”. Não diluído com soda ou água; você toma ele puro. Isso é samyak. Sem diluições ou misturas — apenas um drink puro.
Buda descobriu que a vida poderia ser poderosa e deliciosa, positiva e criativa, e compreendeu que você não precisa de nenhuma invenção para misturar com ela. A vida é um drink puro — prazer puro, dor pura, pureza, cem porcento.



sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Estado de grande perfeição

Samantabhadra

Verdade absoluta: quando isso ainda não é conhecido
E a sabedoria auto-surgida não está manifesta,
Não há nada que não vire veneno,
E nada que não seja um inimigo prejudicial.
Mas quando o significado do grande êxtase é conhecido,
Abrindo assim a porta da bodhicitta¹,
Não há ninguém que não alcance o fruto,
E ninguém que não seja de fato um Buda. [...]
Nenhuma permanência e nenhuma cessação,
Há apenas grande êxtase,
Imutável, sem esforço, surgindo espontaneamente.
Nenhum eu, nenhum ego, nenhum lado de cá e nenhum lado de lá. [...]
Esplendor na extensão absoluta além de todo movimento,
Perfeito, não produzido, é um estado de grande perfeição.
Além de toda ação e luta, é não-composto.
Além de toda aspiração, é perfeito em nós mesmos.
Os três reinos, o mundo e tudo que ele contém
São nada mais que ornamentos do grande êxtase.
Nos campos de qualidades perfeitas,
Todos são budas, todos sem exceção.
“Grande Samantabhadra Habitando em Nós Mesmos”

citado por Jamgön Mipham Rinpoche (Tibete, 1846-1912),
em “White Lotus”


¹No budismo, bodhicitta[1] é o desejo de atingir a iluminação completa (ou seja, o Estado de Buda), a fim de beneficiar a todos os seres sencientes presos na existência cíclica (samsāra) que ainda não atingiram o estado de Buda. Aquele que tem bodhicitta como motivação primária para todas as suas atividades é chamado de bodhisattva. Bodhicitta significa também o objectivo de, por um lado, trazer a felicidade a todos os seres sencientes, e por outro, para aliviá-los do sofrimento;[2] , esta definição é consistente com a definição da busca da iluminação, como a iluminação é a liberdade de samsara. Fonte: Wikipedia

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Mundos criados pela mente


Detalhe de pintura chinesa retratando a Terra Pura do Buda Amitabha


Assim como as artes do mágico
Podem fazer surgir diversas coisas,
Devido à força dos atos dos seres
O número de planos de existência é inconcebível.
Assim como pinturas
Desenhadas por um artista,
São todos os mundos
Criados pela mente pintora.
As diferenças nos corpos dos seres
Surgem das discriminações da mente;
Assim todas as terras variam
Conforme os atos.
Assim como o Guia é visto
Sob diferentes formas,
Os seres vêem as terras
De acordo com seus padrões mentais.


Sutra Guirlanda de Flores
(Avatamsaka Sutra, livro 5 – “O Reino Vale de Flores”)


“Flower Ornament Scripture”
créditos: Blog Samsara

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Colheita da sabedoria


Tendo cultivado firme devoção,
Na campo da disciplina pura
Plante a semente da concentração,
E veja a colheita da sabedoria amadurecer.

Shechen Gyaltsap Pema Gyurme Namgyal (Tibete, 1871-1926)
“Um Colar de Jóias”
“Zurchungpa’s Testament”


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Verdadeira Liberdade



Liberdade significa ser capaz de escolher como reagir às coisas. Quando a sabedoria não está bem desenvolvida, ela pode ser facilmente obscurecida pelas provocações dos outros. Nesses casos, podemos ser exatamente como animais ou robôs.
Se não há nenhum espaço entre o estímulo ofensivo e sua reação condicionada imediata — a raiva — então na verdade estamos sob o controle dos outros.
O estado desperto abre tal espaço e, quando a sabedoria está lá para preenchê-lo, a pessoa é capaz de responder com paciência. Não é que a raiva seja reprimida, ela nem chega a surgir.
Andrew Olendzki
Tricycle, inverno de 2006 (Tricycle’s Daily Dharma, 27/11/2009)
créditos: Blog Samsara


quarta-feira, 9 de junho de 2010

Influências positivas e negativas

Jetsun Taranatha

Se uma pessoa é sagrada, a consequência é que onde quer que ela vá, deixa como rastro um aumento na fé e compaixão, uma diminuição do sectarismo e emocionalismo, e as pessoas ficam mais gentis e relaxadas naturalmente.
Quando a fé, o respeito e a compaixão diminuem; quando o sectarismo, o partidarismo e as emoções negativas aumentam; e quando as pessoas então ficam mais grosseiras naturalmente, dadas à argumentação, fofocas e disputas — esses são sinais de que alguém tem sido uma influência anti-espiritual.
Jetsun Taranatha (Tibete, ano 1575-1634)
citado por
Jamgön Kongtrul Lodro Thaye (Tibete, 1813-1899)“The Autobiography of Jamgön Kongtrul”
Créditos: Blog Samsara




O Projeto Aruanda, em 2009, foi fazer uma visita aos velhinhos do asilo do Dr. Bezerra de Menezes na Penha, São Paulo. Levamos roupas que os moradores de rua não usam e que para eles seriam de grande serventia. Trouxemos de lá a experiência de sempre poder ouvir e respeitar alguém mais velho que você. Homens e mulheres com uma bagagem de vida que muito tem a nos ensinar.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Não pare!

Padmasambhava, ou Guru Rinpoche


• Mesmo que você tenha se dado conta de que a sua mente é o buda, não renuncie ao seu mestre! 

• Mesmo que tenha se dado conta de que as aparências são a mente, não interrompa as raízes de virtude condicionadas! 
• Mesmo que não alimente esperanças pelo estado búdico, honre as Três Jóias sublimes. 
• Mesmo que não tenha medo do samsara, evite até a menor das ações negativas!
• Mesmo que tenha ganho a confiança imutável da sua natureza inata, não deprecie nenhum ensinamento espiritual! 
• Mesmo que experimente as qualidades do samádi, percepções superiores e assim por diante, desista da vaidade e da pretensão! 
• Mesmo que tenha se dado conta de que o samsara e o nirvana não são duais, não interrompa a compaixão pelos seres sencientes!

Guru Rinpoche (Índia/Tibete, séc. VIII)

"Instrução a Trisong Deutsen" 

"Ensinamentos do mestre que nasceu do lótus" (Editora Makara)

fonte: BLOG SAMSARA

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